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Retrospectiva 2025: São Paulo teve política, lesões e atuação policial

Ano de baixa performance e lesões graves marcam o São Paulo, enquanto crise política e investigações policiais ganham o foco da temporada

Escândalo envolveu venda ilegal de ingressos de shows no Morumbis (Foto: Divulgação/ São Paulo FC)
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  • Desempenho esportivo do São Paulo em 2025: eliminação precoce no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil; oitavo lugar no Brasileirão; chegou às quartas de final da Libertadores, mas não disputará o torneio em 2026.
  • Troca de técnico e perspectivas: Hernán Crespo voltou ao clube em junho; orçamento curto limitou reforços e houve frustração com a volta de Oscar e a não contratação de Marcos Leonardo.
  • Série de lesões: quase todos os meses com problemas físicos, incluindo jogadores como André Silva, Calleri e Ryan Francisco;Oscar teve síndrome vasovagal e Luiz Gustavo enfrentou tromboembolismo pulmonar.
  • Polêmica e gestão: protestos contra dirigentes, pedidos de demissão de Carlos Belmonte, vazamento de áudios e informações sensíveis; Polícia Civil investiga venda ilegal de ingressos e possível desvio de dinheiro.
  • Futuro institucional: eleições em 2026; possíveis nomes para suceder Julio Casares já ganham força entre aliados e opositores.

O ano de 2025 foi marcado pelo São Paulo por idas e vindas dentro de campo e por crises fora dele. O clube terminou com desempenho abaixo do esperado em competições nacionais e continentais. A temporada também ficou marcada por problemas médicos que reduziram o elenco e por turbulência política envolvendo a atual gestão.

Na parte esportiva, a única meta atingida foi modesta: o elenco chegou a uma instância avançada apenas na Libertadores, mas não levou taça. O Tricolor ficou fora da briga pelo título no Brasileirão, terminando na oitava posição. Eliminado cedo na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista, o clube encerrou o ciclo com poucas certezas para 2026.

A troca de comando técnico trouxe o retorno de Hernán Crespo em junho, em meio a um orçamento restrito. O time enfrentou dificuldade financeira para reforços, apostando na volta de Oscar, que sofreu com problemas médicos, e viu o sonho de Marcos Leonardo ruir. O Morumbi abriu espaço para shows, adiando partidas na reta final.

Desempenho esportivo

O departamento de futebol lidou com lesões que emperraram o rendimento. André Silva, Calleri e Ryan Francisco ficaram longos períodos afastados, muitos jogos sem titulares. Lesões ligamentares no joelho atingiram três jogadores-chave, impactando o sistema ofensivo.

Lucas Moura e Oscar também passaram por tratamento e lesões diversas. Oscar enfrentou síndrome vasovagal e há chances de aposentadoria; Luiz Gustavo teve tromboembolismo pulmonar e rescindiu contrato. No total, mais de 70 ocorrências médicas marcaram a temporada.

Lesões e consequências

O impacto das contusões ajudou a explicar o rendimento abaixo do esperado. A ausência de jogadores importantes afetou a produção ofensiva e a dinâmica de jogo. Além disso, houve discussão interna sobre a gestão do departamento médico e de suporte aos atletas.

Política e gestão

No campo institucional, o ano foi dominado por questões políticas. Protestos contra dirigentes, pedidos de demissão, e movimentação da oposição ao grupo da atual presidência ganharam força. Vazamentos de áudios e divulgação de informações sensíveis também ganharam destaque.

Mara Casares e Douglas Schwartzmann pediram licença de suas funções após surgirem denúncias envolvendo venda de ingressos no Morumbi. A Polícia Civil abriu investigação sobre o caso, que se somou a apurações de possível desvio de recursos em negociações de atletas.

Perspectivas para 2026

Em 2026, o clube terá eleições para suceder Julio Casares. Internamente, há indefinição sobre o nome do novo presidente, com nomes como Márcio Carlomagno surgindo nos bastidores. A oposição inclui Marco Aurélio Cunha, José Carlos Pinotti e Carlos Belmonte, que já se movimentam.

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