- Nove membros do Conselho Consultivo do São Paulo se reuniram na terça-feira (7) para discutir o impeachment do presidente Júlio Casares, em reunião com caráter exclusivamente consultivo.
- O encontro durou quase duas horas e meia e contou com a presença de Casares e de conselheiros como Olten Ayres, Ives Gandra, Leco e José Carlos Ferreira Alves, entre outros; três membros titulares não estiveram presentes.
- Apenas José Carlos Ferreira Alves foi favorável à abertura do processo de destituição; os demais presentes se manifestaram contra o impeachment.
- O desfecho depende da análise pelo Conselho Deliberativo, com votação prevista até 23 de janeiro; são necessários ao menos 171 votos favoráveis entre os conselheiros para avançar.
- Embora tenham surgido rumores sobre renúncia após a divulgação de depósitos de R$ 1,5 milhão na conta de Casares, a reportagem apurou que não houve pressão interna por renúncia e o presidente permanece no cargo enquanto o processo tramita.
A reunião do Conselho Consultivo do São Paulo ocorreu na tarde desta terça-feira (7) e teve caráter estritamente consultivo. Nove dos doze membros presentes discutiram o processo de impeachment em curso contra o presidente Júlio Casares, que não possui poder decisório direto.
Participaram da reunião Olten Ayres, Carlos Miguel Aidar, Marcelo Pupo, Ives Gandra, Leco, José Carlos Ferreira Alves, José Eduardo Mesquita Pimenta, Paulo Amaral Vasconcelos e Casares. Não compareceram Fernando Casal de Rey, por viagem internacional, e Milton José Neves e Paulo Planet, por motivos de saúde.
Segundo apuração, apenas José Carlos Ferreira Alves manifestou apoio à abertura do processo de destituição; os demais presentes se posicionaram contra o impeachment. O conteúdo, no entanto, não decide o futuro de Casares.
Bastidores e próximos passos
O processo seguirá para votação do Conselho Deliberativo, com previsão de definição até 23 de janeiro. Para avançar, seriam necessários no mínimo 171 votos favoráveis entre os conselheiros.
Nos bastidores, circulou a hipótese de renúncia de Casares após a divulgação de depósitos de 1,5 milhão de reais na sua conta. A notícia agravou a pressão sobre o presidente, somando-se a outros episódios recentes envolvendo o clube.
Apesar do ambiente conturbado, a reportagem verificou que não houve pressão para renúncia durante a reunião. Casares permanece no cargo enquanto o processo tramita no âmbito interno do clube.
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