- A Polícia Civil investiga Julio Casares, presidente do São Paulo, com base em relatório do COAF sobre movimentações financeiras do dirigente.
- Entre janeiro de 2023 e maio de 2025, houve depósitos em dinheiro vivo no valor de R$ 1,5 milhão, representando 47% da renda total de Casares no período.
- Os depósitos teriam sido fracionados para driblar controles, prática chamada de “smurfing”; o banco já havia sinalizado, em 2023, que as movimentações estavam fora do padrão.
- Segundo apurações, foram sacados do clube R$ 11 milhões em espécie entre janeiro de 2021 e novembro de 2025, mas os saques do clube não se correlacionam com as movimentações na conta do presidente.
- Em nota de defesa, os advogados de Casares dizem que as movimentações têm origem lícita e que detalhes serão apresentados à medida que a investigação avança; líder da Torcida Independente pediu a renúncia do dirigente e criticou-o publicamente.
O presidente do São Paulo, Julio Casares, é alvo de investigação da Polícia Civil com base em indícios de possível desvio de dinheiro do clube. Relatórios do Coaf apontam depósitos em dinheiro vivo totalizando R$ 1,5 milhão entre janeiro de 2023 e maio de 2025, correspondentes a 47% da renda do dirigente no período. Os depósitos teriam ocorrido de forma fracionada, prática conhecida como smurfing, para driblar controles. O banco também teria sinalizado ao Coaf que as movimentações estavam fora do padrão já em 2023.
Sacadas de caixa envolvendo o clube totalizariam R$ 11 milhões em espécie entre janeiro de 2021 e novembro de 2025, segundo as apurações. Contudo, não há relação direta entre esses saques e as movimentações na conta de Casares. A defesa do presidente afirma que as operações possuem origem lícita e lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira, e que detalhes serão apresentados durante o andamento das investigações.
A Torcida Independente, liderada por Henrique Gomes, o Baby, manifestou-se publicamente nas redes sociais, pedindo a renúncia de Casares. Em tom duro, o líder descreveu o dirigente como corrupto e covarde, mencionando o episódio como um indício grave segundo a interpretação interna da organizada. A mensagem também citou a expressão popular citada no título para sinalizar suspeitas sobre o caso.
Contexto da investigação
A nota dos advogados de Casares afirma que todas as movimentações apontadas pelo COAF possuem origem lícita, com lastro compatível à trajetória financeira do presidente. A defesa destaca que ele atuou anteriormente em alta direção na iniciativa privada, com remuneração expressiva, e que detalhes da origem dos recursos serão elucidados durante a apuração, com apresentação de provas e informações fiscais.
Reação da torcida e desdobramentos
Além da cobrança pública, a organização reforça a necessidade de transparência e afirma que continuará acompanhando o desdobramento das investigações. As autoridades digo que as apurações seguem em curso para esclarecer a origem dos recursos e a possível existência de desvios.
Perspectiva institucional
A Câmara Deliberativa do São Paulo não se posicionou formalmente no momento, e a defesa reforça a necessidade de aguardar o andamento do inquérito policial. A apuração envolve, segundo as informações disponíveis, movimentações financeiras relevantes que podem impactar a gestão do clube caso haja comprovação de irregularidades.
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