- Em 2025, 78 clubes europeus receberam novos investidores, ante 62 em 2024, segundo o site Off The Pitch, com forte participação norte-americana.
- Desses 78 casos, 40 clubes passaram a ter acionistas oriundos dos Estados Unidos, sinalizando que a presença norte-americana permanece elevada.
- Segundo Football Benchmark, 72% dos investimentos foram majoritários (controle da empresa), enquanto 28% foram de investimentos minoritários.
- Redes multiclubes, majoritariamente lideradas por norte-americanos, reduziram algumas estruturas em 2021–2022 e em 2024, mas seguem ativas com impactos variados nos clubes.
- Além de grupos, investidores avulsos e figuras públicas — como atores, músicos e atletas — passaram a atuar como acionistas minoritários, ampliando o perfil de interessados.
O futebol europeu atraiu volume recorde de investimentos em 2025, segundo o monitoramento On The Pitch: 78 clubes passaram a ter novos investidores, ante 62 em 2024. Do total, 40 clubes receberam capital norte-americano, o que representa mais da metade das novas aquisições no continente.
A análise aponta que, apesar de controvérsias, o fluxo de recursos dos EUA permanece em alta. Dados de Football Benchmark corroboram, com 72% dos casos envolvendo controle majoritário, e 28% apenas investimentos minoritários, muitas vezes envolvendo redes multiclubes.
Panorama global e 2025
Relatórios da UEFA e Observatório Social do Futebol destacam que redes multiclubes atuam com maior presença nos investimentos, inclusive em formatos sem aquisição de controle. Entre 2021 e 2022 houve 19 casos de investimentos minoritários, voltando a aparecer em 2024 com 18 episódios.
Essas redes, em sua maioria norte-americanas, ampliaram atuação além do controle, com 17 redes norte-americanas e 23 europeias entre as 64 analisadas pelo Observatório. A diferença EUA x Europa ficou menos marcada nos últimos anos, mantendo o papel dominante de investidores norte-americanos.
Investidores avulsos e figuras públicas
Além de grupos multiclubes, houve entrada de investidores avulsos em 2025, com foco específico em clubes ou regiões. Figuras públicas, especialmente do cinema e da música, passaram a atuar como acionistas minoritários por meio de consórcios ou holdings, ampliando visibilidade do business.
Casos conhecidos incluem a participação de Will Ferrell no Los Angeles FC e o envolvimento de Snoop Dogg no Swansea, além de Tom Brady como acionista do Birmingham City. Essas participações costumam beneficiar a imagem do clube e facilitar captação de recursos.
Casos relevantes e evidências locais
Em nível esportivo, o Sevilla FC recebeu, recentemente, bid de 400 milhões de euros de um consórcio norte-americano que incluiu Sergio Ramos, ex-jogador formado no clube. Ramos, figura de destaque, foi considerado peso na negociação, que ainda não se confirmou.
Historicamente, o Sevilla tem resistência a investimentos externos, com ações de torcedores acionistas contrárias à entrada de capitais estrangeiros. A atuação de Ramos poderia influenciar o desfecho do processo, dependendo de acordos internos.
Implicações e leitura do momento
A presença norte-americana na propriedade de clubes continua a redesenhar o ecossistema do futebol europeu, mesclando casos de sucesso com falências e controvérsias. O cenário atual aponta para maior sofisticação nas estratégias, com diversificação de perfis de investidores.
Entre os desdobramentos, observa-se maior complexidade na governança de redes multiclubes e o papel de figuras públicas como facilitadoras de captação. O tema permanece central para entender o futuro do futebol europeu sob a ótica financeira.
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