- Olten Ayres de Abreu Junior afirmou que a mudança da data e do quórum para o impeachment de Julio Casares seguiu critérios estatutários do São Paulo, com a nova data exigida após publicação de um novo edital.
- Segundo ele, a alteração do dia ocorreu por uma questão formal prevista no estatuto, já que mudar o argumento da convocação exige novo edital e nova data.
- Sobre o quórum, explicou que o estatuto possui dois artigos que tratam do tema de forma contraditória; em caso de dúvida, privilegia-se a norma mais favorável.
- Ayres negou qualquer influência de sua relação pessoal com Casares, dizendo atuar em prol do clube e que as decisões obedecem ao estatuto.
- A votação está marcada para o dia dezesseis de janeiro, em reunião híbrida com formato presencial e secreta, e requer aprovação de setenta e cinco por cento dos cento e noventa e um conselheiros aptos; o edital também cancelou a convocação anterior para o dia quatorze de janeiro.
O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Junior, afirmou nesta sexta-feira, 9, em coletiva no Super CT da Barra Funda, que a mudança da data e do quórum para o impeachment de Julio Casares seguiu o estatuto do clube. A alteração ocorreu após a publicação de um novo edital.
Ayres explicou que a convocação mudou por uma exigência formal, já que uma nova data só é válida com edital atualizado. Sobre o quórum, alegou contradição entre dois artigos do estatuto, adotando a norma mais favorável ao respondente em caso de dúvida.
Negou qualquer influência de sua relação pessoal com Casares, dizendo atuar apenas em prol do São Paulo e do cumprimento estatutário. Afirmou que não houve decisão baseada em interesses pessoais, apenas na relação profissional com o clube.
Detalhes da votação e do edital
O Conselho Deliberativo marcou a reunião extraordinária para 16 de janeiro. O impeachment pode afastar Casares, com voto presencial e secreto. São necessários 75% dos votos dos 191 conselheiros habilitados.
O edital prevê sigilo, transparência e duração máxima de duas horas. Consta que conselheiros poderão consultar documentos do pedido de destituição tanto digitalmente quanto presencialmente. A convocação de 14 de janeiro foi cancelada, valendo apenas a de 16.
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