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Problemas de vestiário e indefinição tática marcam queda de Xabi Alonso do Real

Real Madrid demite Xabi Alonso após crise de vestiário e de modelo tático; Arbeloa assume o comando para o duelo seguinte

Barcelona 3 x 2 Real Madrid | Melhores momentos | Final | Supercopa da Espanha 2025/2026
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  • Xabi Alonso foi demitido do Real Madrid após a derrota na Supercopa da Espanha e desempenho abaixo do esperado na temporada.
  • A gestão de vestiário foi apontada como problema, com intervenções disciplinares e mudanças no dia a dia que desagradaram parte do elenco.
  • Questões táticas e de posição de jogadores geraram atritos, como Rodrygo, Vinicius Junior e Valverde atuando fora de posição em vários jogos.
  • O Real sofreu com defesa pouco segura e derrotas importantes, incluindo goleadas e partidas decisivas na liga e na Champions League.
  • Arbeloa assumiu como técnico interino, e o próximo jogo será contra o Albacete, pela Copa do Rei.

Xabi Alonso deixou o Real Madrid após uma sequência de resultados abaixo do esperado e diante de problemas internos que abalaram a gestão da equipe. A demissão encerra um ciclo iniciado no início de 2025, quando o clube buscava um modelo coletivo, acima do individual.

O principal entrave foi a gestão de vestiário, com intervenções considerado autoritárias por parte do treinador. Proibição de uso de celulares em momentos específicos e mudanças no regime de viagem geraram descontentamento entre jogadores.

A defesa da equipe ficou exposta, com troca constante de escalação e posicionamento. Lesões importantes também atrapalharam a implantação de um padrão de jogo, segundo relatos da imprensa espanhola.

A não definição de um estilo tático ficou evidente ao longo do período, com alternância entre sistemas defensivos e pressões altas que não engrenaram de forma consistente.

Inconstância tática

Alonso chegou com a pretensão de colocar o coletivo acima do individual, mas não conseguiu consolidar o modelo desejado. O elenco, multicampeão, resistiu às mudanças sugeridas pela diretoria.

Os desfalques, especialmente na defesa, agravaram a instabilidade. A equipe sofreu com desfalques de Militão, Trent Alexander-Arnold e Carvajal, além de Endrick, o que dificultou a implementação das ideias.

A diretoria também pediu o retorno do preparador Antônio Pintus, posição contestada pelo treinador, que acreditava que as lesões tinham outra causa. Os atritos contribuíram para a perda de suporte ao técnico.

Derrotas nos jogos mais pesados

A goleada por 5 a 2 diante do Atlético de Madrid foi o divisor de águas, rompendo o aproveitamento perfeito no campeonato. O resultado expôs falhas defensivas e inconsistências no ataque.

Na Champions, o Real caiu diante de um Liverpool em recuperação, com atuação marcada pela saída de jogo improvisada em várias partidas e pouca efectiva transição defensiva.

Mesmo mantendo liderança em novembro, o Real enfrentou derrota para Celta de Vigo e Manchester City em jogos disputados no Bernabéu, gerando clima de crise interna.

Desfecho e cenário imediato

A equipe terminou a era Alonso com 34 partidas, 24 vitórias, 6 derrotas e 4 empates, 72 gols marcados e 38 sofridos. O Real Madrid ocupava a segunda posição no campeonato, e avançava com dificuldades na Champions.

O substituto escolhido foi Álvaro Arbeloa, ex-lateral que comandava o Real Madrid Castilla. O time tem estreia marcada para o confronto contra o Albacete pela Copa do Rei.

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