- São Paulo FC pediu na Justiça a revisão do processo de impeachment de Julio Casares, após liminar que permite voto remoto de até 25% dos conselheiros.
- A liminar discute qual quórum deve prevalecer: 75% do total de conselheiros ou dois terços dos votantes presentes, desde que haja quórum mínimo.
- Mudanças no modelo de votação incluem aprovações por dois terços dos votos dos conselheiros e autorização para voto online.
- A reunião de sexta-feira, 16 de janeiro, ocorrerá no salão nobre do Morumbi; se houver maioria, Casares é afastado e Harry Massis assume; caso contrário, o processo é arquivado.
- O documento foi assinado pelo advogado Guilherme Salutti, do escritório Efcan, defendendo a defesa do clube.
O São Paulo recorreu à Justiça após uma liminar que alterou itens da votação do impeachment de Julio Casares, marcada para sexta-feira, 16 de janeiro. O clube questiona pontos do processo, incluindo a possibilidade de voto remoto para até 25% dos conselheiros, e a interpretação do quórum necessário para aprovação do impeachment. A ação pede suspensão ou revisão das decisões internas.
O recurso foi apresentado na 3ª Vara Cível do Butantã, conforme documento obtido pelo Lance!. A base envolve a interpretação dos artigos 58 e 112 do Estatuto Social e a definição de qual quórum deve prevalecer: 75% de votos favoráveis do total de conselheiros ou dois terços dos votantes presentes, desde que haja quórum mínimo.
A defesa sustenta que houve risco de violação estatutária e requer a suspensão das decisões tomadas, incluindo a autorização de votação remota. A medida também questiona a legalidade das regras de votação aplicadas até o momento.
Mudanças no modelo de votação
Antes, eram exigidos quórum presencial de 75% e 75% de votos a favor, o que equivalia a 192 sufrágios. Agora, o quórum presencial permanece em 75%, mas a aprovação passa a exigir dois terços dos conselheiros, totalizando 171 votos, com autorização para voto remoto.
A votação ocorrerá no salão nobre do Morumbi, após decisão judicial ou não sobre a liminar. Caso haja maioria favorável ao impeachment, Casares seria afastado e Harry Massis assumiria o cargo; caso contrário, o processo seria arquivado.
O documento foi assinado por Guilherme Salutti, advogado do escritório Efcan, representando o clube. A defesa argumenta que as mudanças afetam a forma de condução do impeachment e destacam o impacto potencial no desfecho do caso.
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