- O presidente do São Paulo, Julio Casares, pode enfrentar impeachment nesta sexta-feira, conforme apuração da ESPN.
- A Receita Federal mantém bens do dirigente sob arrolamento, com ao menos oito imóveis com restrições em cidades como São Paulo, Praia Grande, Porto Feliz e Jundiaí.
- A dívida inicial era de R$ 175.025,83 com juros; o saldo devedor atual é de R$ 115.438,56, e Casares apresentou extrato de parcelamento.
- Relatórios do Coaf indicaram movimentações atípicas; Casares recebeu 1,5 milhão em depósitos entre janeiro de 2023 e maio de 2025, quase metade da renda do período, enquanto salários do clube somaram 19,3%.
- Em nota, Casares negou dívidas e disse que os arrolamentos referem-se a garantias pessoais ligadas ao parcelamento de tributos federais; a defesa afirma que as movimentações são lícitas e serão esclarecidas.
Julio Casares, presidente do São Paulo, enfrenta apuração que pode gerar impeachment. A ESPN aponta que ele tem dívidas com a Receita Federal, com parte de seu patrimônio sob arrolamento do órgão. A reportagem cita extrato de parcelamento já apresentado pelo dirigente.
A apuração envolve investigações policiais em curso. Casares pode ter um processo de impeachment nesta sexta-feira (16), conforme apurado pela reportagem. A instituição afirma que o débito foi reconhecido pelo dirigente.
Segundo a ESPN, dívida total em 2023 era de R$ 175.025,83 com encargos, e o saldo devedor atual estaria em R$ 115.438,56. Os arrolamentos começaram no fim de 2024, após registros de bens com restrições.
Além de bens pessoais, imóveis ligados a Casares e a familiares também aparecem com registros de arrolamento. Ao todo, ao menos oito imóveis aparecem com restrições, entre cidades de São Paulo, Praia Grande, Jundiaí e Porto Feliz.
Relatórios do Coaf apontam movimentações atípicas em contas de empresas ligadas ao dirigente e a parentes próximos, dentro do período investigado. A Polícia Civil também reporta depósitos relevantes nas contas analisadas.
De acordo com a apuração policial, Casares recebeu cerca de R$ 1,5 milhão em depósitos entre janeiro de 2023 e maio de 2025. O montante representa quase metade da renda declarada pelo dirigente no mesmo intervalo.
A defesa do presidente afirma que os arrolamentos correspondem a garantias pessoais ligadas ao parcelamento de tributos federais e negou dívidas. Havia ainda a promessa de esclarecimentos ao longo das investigações.
Entre na conversa da comunidade