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Conselho de ex-presidente da Fifa orienta não viajar aos EUA durante a Copa

Blatter aconselha torcedores a não viajar aos EUA na Copa de 2026 por questões de segurança; ressalta riscos de imigração e atuação das autoridades

O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter em 2014. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • Joseph Blatter, de 89 anos, pediu para que torcedores não viajem aos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026, por motivos de segurança.
  • Blatter é crítico do atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, e mencionou uma entrevista de Mark Pieth na qual o especialista em corrupção questiona o evento naquele país.
  • Pieth afirmou que houve marginalização de opositores políticos e problemas na imigração, desencorajando viagens para a Copa.
  • Blatter foi dirigente da Fifa até 2015, enfrentando acusações de fraude junto com Michel Platini; em 2025, ambos foram absolvidos pela Justiça suíça.
  • Enquanto surgem apelos para boicote na Europa, o presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo, afirmou que não há intenção de boicotar a Copa nos Estados Unidos.

O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter pediu nesta segunda-feira 26 que torcedores não viajem aos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026, que ocorre entre 11 de junho e 19 de julho. A competição será realizada nos EUA, México e Canadá, com exceção de questões de segurança como motivação. A recomendação foi publicada na rede social X.

Blatter, de 89 anos, é crítico ferrenho do atual comando da entidade, liderado por Gianni Infantino. O suíço já ocupou o posto até 2015 e se envolveu em controvérsias envolvendo acusações de fraude, que o atingiram na época.

A recomendação de Blatter ganhou reforço indireto em entrevista ao Tagesanzeiger, do advogado e especialista em corrupção Mark Pieth, contratado pela Fifa entre 2011 e 2014 para planejar combate à corrupção. Pieth cita dificuldades internas, como marginalização de opositores e dificuldades de imigração, que teriam impacto sobre a experiência de viagem.

Reações e desdobramentos

No contexto internacional, cresce o debate sobre um possível boicote à Copa do Mundo. A tensão envolve o clima político nos EUA e a gestão da competição regionais, com a possível percepção de riscos para torcedores estrangeiros. Autoridades e organizadores observam a evolução das medidas de segurança.

O presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo, informou à imprensa que não há intenção de boicotar o torneio a ser realizado nos Estados Unidos. A posição foi comunicada ao jornal Ouest-France e permanece sob avaliação conforme o evento se aproxima.

A Copa do Mundo de 2026 terá como sede comum os Estados Unidos, o México e o Canadá. A organização destaca avanços em infraestrutura e logística para recepção de fãs, equipes e imprensa, enquanto o debate público aponta para questões de segurança e políticas migratórias.

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