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Palmeiras: o que foram a Primeira e a Segunda Academia

Palmeiras consolida duas Academias técnicas (1959–1969 e 1972–1976), guiadas por Ademir da Guia, que moldaram rivalidade com o Santos de Pelé

Ademir da Guia, o Divino, símbolo máximo das duas Academias do Palmeiras. (Arquivo/Palmeiras)
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  • Palmeiras teve duas fases marcantes, chamadas de Primeira Academia (1959–1969) e Segunda Academia (1972–1976), ambas associadas a futebol técnico e meio-campo pensante.
  • A Primeira Academia ficou famosa por um jogo apoiado e pela ideia de “dar aula” de futebol, com Ademir da Guia como maestro central.
  • Títulos da Primeira Academia incluíram Taça Brasil de 1960, Taça Brasil de 1967, Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967 e o Robertão de 1969; conquistou também Paulistas e torneios internacionais.
  • A Segunda Academia manteve o espírito técnico, acrescentando defesa firme e transições rápidas, sob a liderança de Ademir da Guia.
  • Títulos da Segunda Academia: Campeonatos Brasileiros de 1972 e 1973, além do Paulista de 1972 invicto.

O Palmeiras teve dois ciclos marcantes que ficaram conhecidos como a Primeira e a Segunda Academia. Entre 1959 e 1976, o clube ganhou identidade por um futebol técnico, meio-campo pensante e capacidade de enfrentar equipes como o Santos de Pelé. Ademir da Guia foi o elo entre as duas eras.

A Primeira Academia ocorreu aproximadamente de 1959 a 1969, com auge na década de 1960. O time se destacou pelo jogo apoiado, posse de bola e qualidade técnica do meio-campo, consolidando uma imagem sofisticada frente a rivais de peso.

O apelido “Academia” surgiu na imprensa, pela didática atuação em campo. Craques como Valdir de Morais, Djalma Santos, Djalma Dias, Waldemar Carabina, Julinho Botelho, Dudu, Servílio, Vavá e Ademir da Guia integraram o elenco, reunindo experiência e talento tático.

No decorrer dessa fase, o Palmeiras levou a Taça Brasil de 1960, o Robertão/1967 e novamente o Robertão de 1969. Também conquistou Paulistas em 1959, 1963 e 1966, além de torneios internacionais como Florença, Guadalajara e Ramón de Carranza.

A Segunda Academia surgiu entre 1972 e 1976, trazendo renovação sem perder o espírito técnico. O time manteve a elegância, mas investiu em defesa sólida, transições rápidas e controle de ritmo, acompanhando as mudanças do futebol mundial.

Ademir da Guia continuou como eixo da equipe, agora com atuação de liderança técnica e emocional sobre uma geração mais física. Leão, Luís Pereira, Alfredo, Leivinha, Edu, César e Dudu também compuseram o elenco destacado.

Na esfera nacional, a Segunda Academia conquistou os Brasileiros de 1972 e 1973. O Paulistão de 1972, vencido de forma invicta, também marcou a era, exibindo defesa firme e ataque eficiente em um campeonato altamente competitivo.

Entre semelhanças, as Academias se conectaram pela genialidade de Ademir da Guia, pelo futebol técnico e pela influência internacional. A diferença residiu no contexto: confronto com Pelé e estilo artístico na Primeira; equilíbrio defensivo e consistência na Segunda.

Juntas, as duas Academias criaram uma identidade histórica única do Palmeiras: vencedora dentro de campo e reconhecida pela maneira de jogar, que levou o clube a protagonizar o futebol nacional com influência duradoura.

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