- A Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público, abriu um novo inquérito envolvendo o São Paulo Futebol Clube, com foco em possíveis práticas de corrupção no clube social.
- A investigação é conduzida pela mesma força-tarefa que apura outros casos ligados ao clube, como camarotes irregulares e desvios ligados ao ex-presidente Julio Casares.
- O inquérito teve início após o recebimento de um áudio acompanhado de denúncia, no qual o ex-diretor Dedé não identificado falaria em cobrança de uma “joia” entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, além de 20% do faturamento bruto e controle das máquinas de cartão pelo grupo.
- Para o Ministério Público e a Polícia Civil, o conteúdo do áudio, somado a outras apurações, aponta para possível corrupção privada no esporte e outros crimes patrimoniais contra o clube.
- Dedé deixou o cargo de diretor social do São Paulo pouco depois da renúncia de Julio Casares; Márcio Carlomagno também deixou o cargo, em análise que ocorreu quase simultaneamente.
A Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público, abriu um novo inquérito envolvendo o São Paulo Futebol Clube. A investigação foca possíveis práticas de corrupção no clube social, com foco principal no ex-diretor Antonio Donizete Gonçalves, conhecido como Dedé. O caso foi instaurado após o recebimento de um áudio e de denúncias relacionadas a pagamentos e concessões internas.
O inquérito é conduzido pela mesma força-tarefa que apura outras questões envolvendo o clube, como contratos de camarotes irregulares e desvios ligados ao ex-presidente Julio Casares. As apurações apontam para possíveis crimes de corrupção privada e danos patrimoniais ao São Paulo, com base no conteúdo do áudio e de outros elementos.
A gravação apresenta Dedé discutindo a cobrança de uma taxa de entrada, estimada entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, por uma concessão dentro do clube. Também há menção de cobrança de 20% do faturamento bruto e controle sobre máquinas de cartão pelo grupo. A investigação continua com novas diligências.
Avanços da investigação
Segundo as autoridades, o material já analisado, somado a outras apurações, sustenta a hipótese de corrupção privada no esporte e prejuízos ao clube. A Polícia Civil e o Ministério Público não informaram prazos para o desfecho.
A apuração segue com o cruzamento de documentos, depoimentos e perícias. Não houve divulgação de identificação de outras pessoas envolvidas além de Dedé até o momento. As investigações utilizam evidências reunidas pela força-tarefa.
Saída de Dedé e contexto
Dedé deixou o cargo de diretor social em comum acordo, logo após a renúncia de Julio Casares, que já havia se afastado da presidência. Márcio Carlomagno, CEO do São Paulo, também encerrou o vínculo com o clube nesse período.
O desligamento de Dedé foi confirmado por meio de comunicado do próprio diretor. A direção do clube confirmou o andamento das investigações e afirmou que permanece colaborando com as autoridades.
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