- Edilson Pereira de Carvalho, pivô da Máfia do Apito, foi banido do futebol por manipular resultados.
- Em entrevista ao YouTube, ele contou que a carreira, o casamento e o relacionamento com a filha acabaram após o escândalo de arbitragem de 2005.
- O caso fez com que 11 jogos do Campeonato Brasileiro de 2005 fossem anulados pela Confederação Brasileira de Futebol; ele disse ter recebido entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por partida para fraudar resultados.
- O ex-árbitro disse ter tentado suicídio três a quatro vezes e afirmou viver uma “pena perpétua”, com vergonha e sofrimento pessoal.
- Relatou um momento na detenção na Polícia Federal, lembrando um encontro com o ex-prefeito Paulo Maluf.
Edilson Pereira de Carvalho, ex-árbitro brasileiro, tornou-se o pivô da chamada “Máfia do Apito”, o maior escândalo da arbitragem no Brasil deflagrado em 2005. Ele foi banido do futebol por participação na manipulação de resultados durante o Campeonato Brasileiro de 2005. A entrevista ocorreu na noite de hoje, no canal de Cosme Rimoli no YouTube.
Pelo relato do próprio Edilson, a investigação expôs que ele aceitou entre 10 mil e 15 mil reais por partida, pagos por empresários de São Paulo e Piracicaba, para fraudar resultados e favorecer apostas. O caso resultou na anulação de 11 jogos do Brasileirão de 2005 pela CBF.
O ex-árbitro descreve as consequências que enfrentou desde então. Segundo ele, a carreira chegou ao fim por causa do escândalo, assim como o casamento e o relacionamento com a filha. Edilson disse ter chegado a experimentar o suicídio em três ocasiões durante o período de crise.
Durante o relato, ele lembra ainda de um episódio com o ex-prefeito Paulo Maluf, ocorrido na época em que esteve detido na Polícia Federal, em São Paulo. O ex-árbitro explicou que a conversa com Maluf ocorreu na cela, com Maluf expressando alívio pela situação dele.
Edilson afirmou sentir uma pena permanente pela própria atuação. Em tom de desabafo, ele disse não perdoar a si mesmo, reconhecendo a gravidade das ações e o impacto sobre o futebol brasileiro, além do sofrimento pessoal e familiar que acompanhou o caso.
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