- Gianni Infantino sinalizou apoio ao retorno da Rússia a competições internacionais, dizendo que a proibição não surtiu efeito e que jogadores russos poderiam competir em outras partes da Europa (entrevista à Sky News, terça-feira, 3 de dezembro de 2025).
- A Rússia está banida do esporte desde fevereiro de 2022 devido à Guerra na Ucrânia, não disputou a Copa do Mundo no Catar e não participou das eliminatórias da Copa de 2026.
- O comitê executivo da União das Federações Europeias de Futebol (UEFA) se reúne na quarta-feira, 11 de dezembro, para discutir a reintegração; o presidente Aleksander Ceferin condiciona a volta ao fim da invasão.
- O governo da Ucrânia criticou as declarações de Infantino, chamando-as de irresponsáveis e infantis, e destacou que a guerra não pode ser tratada como política esportiva.
- Sobre as Olimpíadas de Inverno de 2026, atletas russos podem competir como Atletas Individuais Neutros (AIN); 13 russos e 7 bielorrussos já disputam sob essa designação, com regras rigorosas do COI para evitar vínculos com ações políticas.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu a volta da Rússia ao futebol mundial, defendendo a reintegração de seleções e clubes. A declaração foi feita em entrevista à Sky News em 3 de dezembro de 2025. A Rússia está suspensa desde fevereiro de 2022, em razão da Guerra na Ucrânia, e não participou da Copa do Mundo no Catar.
Infantino afirmou que a proibição não teve efeito suficiente e citou possíveis benefícios de permitir que jovens russos joguem futebol na Europa. Ele ressaltou que a medida atual tem gerado frustrações e odiar no ambiente esportivo.
Desde o banimento, a seleção masculina russa realiza amistosos, mas não disputou partidas oficiais desde a Copa de 2018, quando sediou o torneio e alcançou as quartas de final. Em 2023, dirigentes da Uefa consideraram liberar seleções de base, mas a proposta não avançou.
Reação da Ucrânia
O governo ucraniano condenou as declarações de Infantino. O ministro do Esporte, Matvii Bidnyi, classificou-as como irresponsáveis e infantis, afirmando que a guerra não é política e que a Rússia usa o esporte para justificar agressões. A posição da Federação Ucraniana de Futebol também foi destacada.
No dia seguinte, ataques russos a Kiev retomaram ações militares após uma trégua anunciada pelos Estados Unidos, segundo relatos em reportagem.
Caminho da Rússia nas Olimpíadas de Inverno de 2026
Os atletas russos poderão competir com a designação de Atletas Individuais Neutros (AIN) nos Jogos Olímpicos de Milão e Cortina d’Ampezzo, a partir de 6 de janeiro de 2026. Belarus também participa sob a mesma condição, conforme o COI.
O COI mantém critérios rigorosos para a neutralidade, buscando desvincular atletas de ações políticas ou militares de seus governos. Em 2023, o Comitê Olímpico Russo passou a controlar órgãos esportivos na Ucrânia ocupada, o que gerou novas complicações.
Em Milão e Cortina, 13 atletas russos e 7 bielorrussos competiram como AIN. A modalidade foi adotada pela primeira vez nos Jogos de Paris 2024, com 17 atletas russos e 15 bielorrussos, resultando em medalhas variadas.
Situação futura dos atletas russos
A volta da Rússia a torneios oficiais ainda não tem data definida. Comentários da presidente do COI, Kirsty Coventry, sugerem que o esporte continue buscando neutralidade, sem perder o foco em valores olímpicos. O cenário de 2028, em Los Angeles, pode ser influenciado por esse debate.
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