- Aos 19 anos, Carlos Vinícius foi dispensado da base do Santos e passou pelo Palmeiras, onde mudou de zagueiro para centroavante no último ano de sub-20, buscando terminar a transição com gols.
- O técnico Marcos Valadares revelou que ele aceitou o desafio e treinou situações específicas e análises de jogadas para aprender a atuar como atacante, indo bem rapidamente no Palmeiras.
- Apesar da adaptação, ele perdeu espaço no Verdão e seguiu carreira por Caldense, Grêmio Anápolis e Real SC, na Europa atuando por clubes de destaque como Benfica e Tottenham ao longo de oito anos.
- Nos clubes recentes na carreira mundial, o jogador registrou gols em várias equipes de alto nível, com desempenho expressivo em diferentes ligas.
- Hoje, há expectativa de uma oportunidade na Seleção Brasileira, com Valadares reforçando a possibilidade de convocações caso continue a marcar pelo Grêmio, visando a Copa do Mundo com o técnico Carlo Ancelotti.
Carlos Vinícius traçou uma trajetória surpreendente no futebol brasileiro e europeu, mudando de zagueiro a atacante. Aos 19 anos, em 2014, foi dispensado da base do Santos e acabou indo para o Palmeiras, rival do clube paulista. Ainda no início da sua passagem pela base, o treinador Marcos Valadares enxergou potencial de mudança de função para o jovem atacante, que já tinha faro de gol pela perna esquerda e físico adequado.
A mudança ocorreu no último ano de base, em meio a treinos de jogos reduzidos. O objetivo era reaprender posicionamento, recepção de bola de costas para a defesa e pivô. O processo foi acompanhado de estudos de movimentação e vídeos de jogadores da posição, com dedicação intensa por parte do atleta.
Apesar da adaptação rápida, o caminho não foi simples. Uma transferência por empréstimo para um time espanhol foi cancelada por questões familiares, o que contribuiu para a perda de espaço no Palmeiras. Sem continuidade no sub-20, Carlos Vinícius deixou o clube e passou por Caldense, Grêmio Anápolis e, depois, chegou ao Real SC, de Portugal.
Na Europa, o atacante acumulou oito anos vestindo camisas de clubes relevantes, incluindo Benfica e Tottenham. Ao todo, teve passagens por Grêmio, Fulham, Galatasaray, PSV, Benfica, Tottenham e Monaco, com variações de gols, assistências e jogos. O desempenho recente dele, no entanto, permanece destacando a eficiência no Brasil e presença na beira da área.
| Time | Gols | Assistências | Jogos |
|————|——|————–|——-|
| Grêmio | 20 | 2 | 22 |
| Fulham | 8 | 5 | 52 |
| Galatasaray| 2 | 0 | 14 |
| PSV | 7 | 0 | 38 |
| Benfica | 24 | 0 | 50 |
| Tottenham | 10 | 0 | 22 |
| Monaco | 2 | 0 | 16 |
Marcos Valadares ressalta que a transformação não é uma conquista única dele, mas resultado de um trabalho de base voltado para revelar talentos. O técnico afirma que é possível reconhecer características que favoreçam diferentes funções, especialmente em clubes grandes, e reconhece o esforço do jogador para alcançar o alto nível.
A valorização da transição também encontra eco na visão do treinador, que celebra o papel de quem ajudou a reconstruir a carreira do atacante. Valadares frisou que muitos jovens enfrentam barreiras na transição de base para o profissional, e que a persistência de Carlos Vinícius foi fundamental para o desenvolvimento dele no cenário internacional.
Os números do fim de temporada de centroavantes do Grêmio também geram debate sobre uma possível convocação. Embora destaque no futebol europeu tenha sido notável, o jogador ainda não integrou a seleção brasileira. O técnico observa que o momento é crucial para a projeção de novos atletas, mantendo a expectativa de que o desempenho atual possa atrair atenção de quem comanda a seleção.
Carlos Vinícius expressa, internamente, a motivação de seguir evoluindo com o Grêmio e manter a consistência de gols. A expectativa é manter a performance em competições nacionais para ampliar as chances de oportunidades futuras, inclusive em amistosos que antecedam a convocação.
Entre na conversa da comunidade