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Sócrates no Corinthians: jogos, gols e estatísticas ao longo da história

Meio-campo e símbolo da Democracia Corinthiana, Sócrates moldou a era do Timão com liderança e produção ofensiva, deixando legado histórico

Sócrates é um dos maiores ídolos da história do Sport Club Corinthians Paulista. (Foto: J.B. Scalco/ Reprodução)
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  • Entre 1978 e 1984, Sócrates foi o eixo técnico, simbólico e político do Corinthians, abrindo mão de uma era de transformação com a Democracia Corinthiana.
  • Pelo clube, atuou em 298 jogos, marcou 172 gols, deu 59 assistências e teve 231 participações diretas em gols; todos os jogos foram como titular.
  • Foi oitavo maior artilheiro da história do Corinthians e ficou em segundo no Campeonato Brasileiro, com 41 gols.
  • A estreia ocorreu em 20 de agosto de 1978, em 1 a 1 com o Santos no Morumbi; a despedida foi em 10 de junho de 1984, amistoso contra o Santos-JA em Kingston.
  • Conquistou o Campeonato Paulista em 1979, 1982 e 1983; teve reconhecimento internacional, foi eleito o quinto melhor jogador do mundo pela World Soccer em 1982, atuou pela Seleção na Copa do Mundo de 1982 e participou da Copa América de 1983 (vice).

Entre 1978 e 1984, Sócrates foi o eixo técnico, simbólico e político do Corinthians. Como meio-campista avançado, organizava, finalizava e conduzia o time durante a reconstrução esportiva. Foi o rosto da Democracia Corinthiana.

Sua atuação transcendeu o campo: articulava ideias fora das quatro linhas e representava um novo modelo de atleta consciente e protagonista das próprias decisões. O perfil influenciou o clube e o movimento envolvendo jogadores.

Estreia e desempenho pelo Corinthians

Sócrates estreou pelo Corinthians em 20 de agosto de 1978, no Morumbi, em clássico contra o Santos, que terminou 1 a 1. Durante toda a passagem, atuou como titular, reforçando sua importância no time.

Ao longo de sua passagem, registrou 298 jogos pelo clube e 172 gols, além de 59 assistências. Participações diretas em gols somaram 231, indicando elevada participação ofensiva para um meio-campista.

Vitórias somaram 153, empates 90 e derrotas 55 nesse ciclo, mantendo o Corinthians competitivo nacionalmente mesmo em períodos de transição. A presença de Sócrates sustentou a identidade do elenco.

Artilharia, gols e momentos marcantes

Ao encerrar o ciclo no Timão, tornou-se o oitavo maior artilheiro da história do clube. Foi o segundo maior goleador do Campeonato Brasileiro, com 41 gols, atrás apenas de atacantes da época.

Gols decisivos marcaram sua carreira, especialmente em clássicos e jogos de alta pressão, consolidando a imagem de jogador confiável em momentos decisivos. A qualidade técnica era aliada à liderança em campo.

Retrospectiva de carreira e legado

Antes do Corinthians, jogou pelo Botafogo de Ribeirão Preto, onde também foi referência. Ao chegar ao Timão, formou duplas ofensivas relevantes e liderou o grupo em um contexto de autogestão.

Em 1982, foi eleito o 5º melhor jogador do mundo pela World Soccer. Na Copa do Mundo de 1982, marcou gols contra URSS e Itália. Em 1983, participou da Copa América, que terminou com o vice-campeonato.

Títulos conquistados pelo clube

No período em foco, o Corinthians conquistou Campeonato Paulista em 1979, 1982 e 1983. Também houve o Torneio Internacional Feira de Hidalgo (1981) e a Taça Cidade de Porto Alegre (1983).

Legado e significado

Sócrates redefiniu o papel do meio-campista no Corinthians ao unir técnica, produção ofensiva e liderança. Sua atuação ficou associada à Democracia Corinthiana e à ideia de atleta como cidadão ativo.

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