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Pitaco do Guffo analisa a ressurreição do São Paulo

Sob Crespo, São Paulo ressurge com meio-campo dominante e jogo coordenado, abrindo caminho para surpresas na temporada

Lucas, do São Paulo, comemora seu gol durante partida contra o Primavera (Foto: Peter Leone/Ofotográfico/Gazeta Press)
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  • São Paulo ressurge sob o comando de Hernán Crespo após início da temporada marcado por crise e críticas, com bons resultados no Brasileirão e avanço no Paulistão.
  • A equipe passa a atuar com o desenho ofensivo 3-4-3/3-4-2-1, valorizando a gestão de jogo pelo meio-campo para evitar ataques com pouca gente.
  • O trio de meio-campo formado por Bobadilla, Marcos Antônio e Danielzinho é o motor do time, ditando o ritmo, abrindo jogo e chegando com chegada à área.
  • Marcos Antônio organiza a saída de bola, aciona inversões de lado e cria situações de 1 contra 1 para os alas, enquanto Danielzinho aparece mais alto e participa das finalizações.
  • Os alas, Mike e Enzo, dão amplitude e ajudam na transição, mantendo o meio-campo ativo para manter o time compacto e com maior controle territorial.

O São Paulo vive uma virada brasileira após um início atribulado na temporada. A disputa envolve Hernán Crespo e o grupo de atletas que, após bons resultados no Brasileirão e no Paulista, mostraram evolução relevante no curto prazo. O retrato atual aponta para uma reformulação estrutural, não apenas resultados isolados.

A aposta tática do técnico argentino se concentra em um modelo fixo que substitui a dependência de momentos por um funcionamento coletivo previsível. O núcleo de meio-campo, formado por Bobadilla, Marcos Antônio e Danielzinho, dita o ritmo e sustenta a posse, sem tornar o jogo previsível ou lento.

A ideia é manter o time competitivo ao controlar o corredor central, com defesa sólida e alas capazes de ampliar o campo. O planejamento técnico busca transformar saída de bola em vantagem territorial, conectando meio-campo e ataque com mais regularidade.

A engenharia do motor do time

O time atua em 3-4-3 ou 3-4-2-1, com Sabino, Arboleda e Alan Franco na defesa, e alas que trabalham com amplitude tática. Importa que os volantes preencham os corredores internos para sustentar a pressão sem depender de uma transição rápida demais.

Marcos Antônio se destaca pela leitura de jogo e pela passagem rápida, acionando inversões de lado e abrindo espaço para o desequilíbrio ofensivo. Danielzinho amplia o volume de controle, aparece mais adiante e finaliza quando a posição é favorável.

Essa configuração facilita que a equipe tenha mais chegadas à área e multiplicação de opções. Com Bobadilla recuperando bolas com eficácia, o São Paulo consegue manter o bloco alto e pressionar a saída adversária com consistência.

Coordenados ou nada

Bobadilla garante a recuperação curta que dá sustentação aos ataques, alinhando-se à ideia de subir o bloco com posse e pressão constante. Com Luciano e Calleri na frente, o time prioriza circulação rápida e aproximação entre os setores.

A ressurreição do São Paulo sinaliza que o time pode surpreender nesta temporada, desde que repita a qualidade de leitura de jogo e de movimentos coletivos. O motor está configurado para manter o padrão, com protagonismo do meio-campo.

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