Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Carlito Rocha inaugura a superstição que acompanha o Botafogo

Carlito Rocha consolidou a superstição do Botafogo ao combinar fé, rituais e Biriba, definindo a marca mística do clube desde 1948

Carlito Rocha ajudou a moldar o Botafogo dentro e fora de campo, misturando fé, política e futebol. (Botafogo)
0:00
Carregando...
0:00
  • Carlito Rocha (Carlos Martins da Rocha) esteve ligado ao Botafogo por décadas: jogador campeão carioca em 1912, técnico campeão nos anos 1930 e presidente na campanha vitoriosa de 1948.
  • O dirigente promovia fé e rituais dentro do clube, carregava santinhos, distribuía imagens a jogadores e incentivava beijá-los para “abençoar” a equipe; mandou construir uma capelinha na entrada de General Severiano.
  • Biriba, um cachorro vira-lata, tornou-se mascote oficial após incidentes em campo e passou a acompanhar a equipe, sendo levado a jogos até em estádios rivais; o time conquistou o título carioca de 1948 ao vencer o Vasco.
  • Em 1957, Carlito afirmou ter conversado com Deus antes da decisão contra o Fluminense, na qual o Botafogo venceu por seis a dois; esse episódio inspirou a crônica O Deus de Carlito, de Nelson Rodrigues.
  • A partir de então, historiadores apontam que nasceu o DNA supersticioso do Botafogo, com santinhos, promessas, sinais, capelinha e mascotes integrando a identidade do clube.

Carlito Rocha é o central na história de como o Botafogo se tornou conhecido pela superstição no futebol brasileiro. Sua atuação abrangeu funções de jogador, técnico, dirigente e presidente, conectando fé, rituais e a figura de um cachorro ao DNA do clube. A narrativa é contada pelo Lance!.

O período envolve a era de 1910 a 1960, com destaque para a campanha de 1948, quando o Botafogo quebrou jejum de 11 anos e consolidou o estilo místico do clube. Rocha era reconhecido por acreditar no poder de sinais e práticas religiosas dentro da gestão do Botafogo.

Carlito não apenas promovia crenças; ele institucionalizou hábitos. Santinhos, imagens, capelinha na entrada de General Severiano e rituais antes das partidas criaram um padrão de comportamento que atravessou gerações no clube.

Biriba: o talismã que ganhou o clube

Em 1948 apareceu Biriba, um vira-lata que passou a frequentar o estádio. O cachorro motivou interrupções de jogo que ajudaram a mudar o curso de partidas, segundo a leitura de Rocha. O animal foi adotado como mascote oficial.

A presença de Biriba ficou associada a vitórias, fortalecendo a ideia de que fatores externos poderiam influenciar o resultado. Rocha defendia a entrada do animal inclusive em estádios rivais.

Biriba apareceu também em campanhas vitoriosas, o que consolidou ainda mais a relação entre fé, superstição e o desempenho esportivo do Botafogo.

O Deus de Carlito e a memória de 1957

Relatos contam que, antes de uma decisão importante de 1957, Rocha alegou conversar com Deus e prever o título para o Botafogo. A vitória por 6 a 2 sobre o Fluminense ficou associada a esse episódio.

A crônica sobre o feito, escrita por Nelson Rodrigues, ajudou a fixar a imagem de Rocha como figura mística do clube. A narrativa reforçou a ideia de que superstição andava lado a lado com o desempenho esportivo.

Legado e o nascimento do DNA supersticioso

Historiadores apontam Rocha como o marco inicial da prática de crenças no Botafogo. Santinhos, promessas, capelinha e mascotes moldaram a cultura interna do clube.

Essa cultura moldou a identidade do Botafogo ao longo das décadas, tornando a superstição parte do imaginário dos torcedores. O clube passou a ser visto como o mais supersticioso do futebol brasileiro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais