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CEO da N Sports defende concorrência entre emissoras e aposta na economia de criadores

Co-CEO da N Sports defende livre concorrência nas transmissões esportivas e aposta na creators economy para ampliar conteúdo e acesso do público, apesar dos custos

Edinho Potsch é co-CEO da N Sports. (Foto: Divulgação)
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  • Edinho Potsch, co-CEO da N Sports, deu exclusiva ao Lance! defendendo a livre concorrência entre emissoras na disputa por direitos de transmissão esportiva no Brasil.
  • A empresa também investe na creators economy, envolvendo influenciadores na produção de conteúdos pré e pós-partidas e nas redes sociais.
  • O mercado de transmissões ganhou mais concorrentes, com Casimiro Miguel transmitindo a Copa do Mundo no YouTube e o SBT exibindo partidas na TV aberta.
  • A N Sports já coproduziu projetos com o SBT para a Copa do Mundo e mantém parceria com a Record, incluindo participação do casting do Desimpedidos em transmissões e debates.
  • O executivo afirma que a livre concorrência eleva custos, mas melhora a qualidade e o acesso do público, reforçando a busca da empresa por parcerias e atuação na produção de conteúdo esportivo.

Edinho Potsch, co-CEO da N Sports, defende a livre concorrência entre emissoras brasileiras e aposta na creators economy para enriquecer a produção de conteúdos esportivos. Em entrevista exclusiva ao Lance!, ele destacou que direitos de transmissão não garantem qualidade de entrega nem hegemonia na produção. A empresa investe na gestão de conteúdos prévios e posteriores aos jogos, além de ações em redes sociais com influenciadores.

Potsch aponta que a disputa por direitos tem se tornado mais diversificada, com novos players ganhando espaço tanto em plataformas digitais quanto na TV aberta. A N Sports, segundo ele, busca complementar a exibição ao vivo com produtos veiculados antes e depois das partidas, fortalecendo o alcance por meio de criadores de conteúdo.

A companhia também foca na participação de influenciadores para ampliar a atratividade das transmissões. Entre as iniciativas, está a produção de conteúdos pré e pós-jogo, além da presença em redes sociais com parceiros de criação. O objetivo é ampliar o ecossistema ao redor das partidas.

Mercado amplifica a concorrência

O setor esportivo brasileiro tem sido palco de maior atuação de distintas empresas na transmissão de eventos. Globo, Band, Record e SBT já competiam entre si, mas surgiram novos players, como a Cazé TV e a GE TV, impulsionando a diversidade de plataformas. A Copa do Mundo deste ano, no entanto, marca um choque de modelos.

A edição atual terá a exibição de 104 jogos pela rede de Casimiro Miguel, no YouTube, de forma gratuita, sem a Globo como principal detentora. O SBT também transmite partidas na televisão aberta, demonstrando a quebra de monopólio tradicional no setor. A disputa envolve múltiplos meios, digitais e lineares.

Para Edinho, o aumento de detentores eleva os investimentos necessários para competir, mas também incentiva maior qualificação dos conteúdos. Ele afirmou que a concorrência pode beneficiar o público ao ampliar o acesso aos esportes—ainda que traga desafios de custos e inovação.

A estratégia 2025 da N Sports incluiu aquisição para posicionar a empresa como alternativa aos maiores nomes do mercado em coproduções de conteúdos ao vivo ou não. Nesse contexto, a marca fechou acordo com o SBT para a transmissão da Copa do Mundo, mantendo relação com a Record para outras operações de cobertura.

Parcerias com o casting do Desimpedidos ajudam a comandar parte da exibição das partidas pela Record e a dinamizar debates sobre o Brasileirão. Programas como Joga nas 11 e o Quarto do Chico compõem a programação de repercussão, ampliando a presença da marca fora da tela de transmissão.

Edinho reforça que a visão da N Sports não é apenas competir, mas colaborar com o mercado. Segundo ele, o foco é facilitar o acesso do público aos esportes por meio da produção de conteúdo especializado, mantendo o equilíbrio entre plataformas e janelas de transmissão.

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