- Cláudio Caçapa foi demitido do Botafogo nesta sexta-feira, 20, durante o processo de reestruturação e corte de gastos da SAF.
- Demissões também atingiram o futebol, com desligamentos nas categorias de base e futebol feminino, comunicados na quinta-feira, 19.
- O coordenador de scout Raphael Rezende deixou o projeto da SAF; ele era um dos primeiros contratados por John Textor e Thairo Arruda.
- O clube planeja reduzir a folha salarial para concentrar investimentos no departamento de futebol, em meio a um aperto financeiro já dificultando áreas fora do elenco.
- Em fevereiro, o Botafogo recebeu empréstimo de empresas parceiras de Textor para resolver problemas com atraso de direitos de imagem, FGTS e o transfer ban relacionado à dívida com o Atlanta United.
Ao Botafogo, a reestruturação da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) ganhou mais um desdobramento nesta semana: demissões no departamento de futebol e, até o momento, Caçapa foi afastado. A medida integra cortes de gastos para a readequação financeira do clube.
Caçapa, auxiliar permanente da comissão técnica, deixou o Botafogo nesta sexta-feira (20). O desligamento ocorre no contexto de um processo de ajustes que também atingiu a estrutura administrativa do Estádio Nilton Santos.
Na semana anterior, o clube já havia promovido demissões em massa no quadro corporativo ligado ao estádio. Mais de 30 profissionais foram desligados de setores como jurídico, financeiro e RH, além de áreas de sócio-torcedor.
Na prática, os cortes atingiram o futebol na quinta-feira (19). Profissionais das categorias de base e do futebol feminino receberam comunicações sobre rescisões contratuais, conforme apurado pela imprensa.
Outra baixa relevante foi a saída de Raphael Rezende, coordenador de scout e nome de destaque no departamento de análise de mercado. Ele integrou o projeto da SAF desde a sua contratação inicial.
A direção do Botafogo sinalizou a continuidade dos cortes nos próximos dias, com a meta de reduzir a folha salarial para concentrar investimentos no futebol. A expectativa interna é de que novas reduções ocorram ainda neste mês.
Para 2026, John Textor e Thairo Arruda já haviam destacado a necessidade de enxugar custos do elenco, que figurou entre os mais onerosos do Brasil em 2024 e 2025. Além disso, a diretoria tem enfrentado problemas relativos a atrasos de direito de imagem e FGTS.
Em fevereiro, o clube recebeu empréstimos de empresas parceiras de Textor para enfrentar o transfer ban imposto pela Fifa, relacionado à dívida com o Atlanta United pela compra de Thiago Almada. O cenário é visto como desafiador, voltado a uma reestruturação financeira.
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