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Ex-CEO do São Paulo pode sair do quadro social após escândalo dos camarotes

Ex-CEO do São Paulo pode ser excluído do quadro social após apuração de supostos pagamentos e venda de pacotes

Márcio Carlomagno, superintendente geral do São Paulo
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  • Comissão Disciplinar do São Paulo analisa pedido de exclusão do ex‑CEO Carlomagno após investigação de conversa de 44 minutos envolvendo Rita de Cássia Prado e Mara Casares, apontando condutas indevidas.
  • Documento sustenta potencial enriquecimento pessoal em detrimento do clube, com dano estimado em mais de R$ 130 mil em um único dia, configurando gestão irregular segundo a Lei do Profut.
  • Sindicância interna, feita pelo Departamento de Compliance, aponta atuação conjunta dos envolvidos movida por interesses próprios contra a instituição.
  • Relatório preliminar indica negociação e venda de pacotes de espaço, ingressos e serviços, mesmo alegando proibição de comercialização, sugerindo descumprimento de normas.
  • Casares renunciou ao cargo há pouco mais de um mês; Carlomagno era visto como braço direito e possível candidato a substituir Casares, mas não houve movimentação para indicar um substituto.

O São Paulo analisa a exclusão do ex-CEO Carlomagno do quadro social após apurar condutas que poderiam ferir o estatuto do clube. A comissão disciplinar interna recebe o caso e poderá realizar julgamento.

A representação, apresentada ao Conselho Deliberativo, baseia-se em uma conversa de 44 minutos envolvendo Rita de Cássia Adriana Prado, Douglas Schwartzmann e Mara Casares. O documento aponta indícios de atuação indevida com potencial prejuízo ao clube.

Segundo a peça, relatos indicam negociação de pacotes com espaço, ingressos e serviços, com valores já definidos, configurando descumprimentos de normas internas e da lei aplicável ao caso. O episódio seria responsável por danos superiores a R$ 130 mil em um único dia.

Envolvidos e fatos principais

O relatório também sustenta a existência de conduta conjunta entre os citados, com possível enriquecimento pessoal em detrimento do clube. Apesar de reconhecida a sensibilidade do tema, não houve comunicação ao Compliance para apuração, segundo o documento preliminar.

A investigação interna, promovida pelo Departamento de Compliance, reforça a hipótese de atuação coordenada entre envolvidos, atravessando regras internas do São Paulo. O estudo recomenda medidas cabíveis com base no estatuto social para a eventual exclusão.

Contexto recente

Casares renunciou ao cargo há pouco mais de um mês e, em seguida, Carlomagno deixou a posição. Internamente, Carlomagno era visto como figura-chave na gestão e próximo de Casares, com perspectivas de eventual sucessão nas eleições do clube.

O caso permanece em análise pelo Egrégio Conselho Deliberativo, que deverá decidir sobre a adoção de penalidades cabíveis, incluindo a possível eliminação de Carlomagno do quadro social. O desfecho dependerá das deliberações oficiais e das provas apresentadas.

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