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Sono, nutrição e prevenção podem definir temporadas e carreiras no futebol

Longevidade no futebol depende de sono, nutrição e monitoramento; prevenção e disponibilidade do elenco ganham papel estratégico na temporada

Longevidade no futebol e saúde do jogador (Foto: ChatGPT)
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  • Lesões e desgaste vêm impactando clubes, tornando a gestão física do elenco prioridade estratégica em meio a calendários apertados e jogos seguidos.
  • A biomédica Úrsula Coelho defende modelo mais preventivo, com sono, nutrição e monitoramento fisiológico como pilares da longevidade no futebol.
  • Nutrição ainda é tratada como complemento, apesar de a recuperação entre jogos curtos exigir atenção nutricional para manter o elenco disponível.
  • Saúde intestinal ganha espaço, ligando alimentação, fuso horário e estresse a desempenho e recuperação, com episódios já observados no futebol brasileiro.
  • No feminino, a ciência ainda é baseada em estudos com homens, destacando a necessidade de personalização que considere variações hormonais e o ciclo menstrual.

O futebol enfrenta uma escalada de lesões que afeta decisões técnicas, financeiro e esportivo. Jogadores decisivos ficam fora de partidas importantes ou da temporada, elevando a importância da gestão física dos elencos.

Diante disso, a biomédica Ursula Coelho, CEO da EON 2Life, disse ao Lance! que a cultura de cuidado com o corpo precisa mudar, de reativa para estratégica, com foco em sono, nutrição, monitoramento e prevenção.

Ela afirma que o modelo atual tende a atuar apenas quando o problema aparece. A longevidade esportiva passa a depender de uma rotina bem estruturada e da leitura de sinais fisiológicos ao longo da temporada.

A visão é de que sono, nutrição e monitoramento devem ser pilares da alta performance, integrando ciência e rotina para ampliar a disponibilidade de atletas em jogos decisivos e evitar quedas físicas.

A EON 2Life, healthtech brasileira, atua no monitoramento fisiológico e na personalização de estratégias de saúde, buscando reduzir riscos e manter o desempenho ao longo da temporada.

Para Úrsula, a base fisiológica precisa anteceder o treino e a recuperação. A ideia é recarregar o organismo para sustentar o rendimento sem depender apenas de intervenções corretivas.

A nutrição ainda é vista como coadjuvante nos clubes, segundo a especialista. Em calendários com jogos a cada três dias, pequenas falhas de recuperação acumulam impactos no rendimento.

A disponibilidade do elenco, com atletas prontos para atuar, se torna diferencial competitivo e pode influenciar táticas, opções de jogo e planejamento estratégico.

Atenção também à saúde intestinal, que afeta absorção de nutrientes, defesa imunológica e foco. Viagens, fusos e estresse elevam o risco de indisposição durante a temporada.

Na base, jovens em crescimento também sofrem com déficits nutricionais que impactam desenvolvimento muscular e recuperação, segundo a especialista.

No futebol feminino, a ciência tende a aplicar protocolos baseados em estudos com homens, ignorando variações hormonais. A personalização do acompanhamento é apontada como caminho para reduzir oscilações de performance.

Prevenção fora das quatro linhas ganha espaço frente aos investimentos tradicionais. Monitoramento contínuo e dados de wearables ajudam a identificar sinais de desgaste antes de lesões.

A parceria com empresas de saúde esportiva, como a EON 2Life, simboliza uma mudança de perspectiva: alimentação, sono e acompanhamento fisiológico passam a orientar decisões estratégicas de clubes.

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