- Lula disse que a Copa do Mundo Feminina no Brasil precisa representar uma redenção pelo vexame de 2014, durante a cerimônia do Tour da Taça no Planalto.
- O presidente lembrou a derrota por 7 a 1 para a Alemanha e afirmou que o ambiente político da época influenciou o desempenho da seleção.
- Ele mostrou confiança na próxima campanha e elogiou o técnico Carlo Ancelotti, afirmando que só jogará quem estiver 100% preparado.
- Sobre o futebol feminino, Lula pediu valorização das jogadoras e apontou a desigualdade salarial entre homens e mulheres como reflexo de preconceito de gênero.
- O Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina da FIFA em 2027, entre 24 de junho e 25 de julho, com 32 seleções.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Copa do Mundo Feminina realizada no Brasil deve representar uma redenção pelo vexame registrado na edição de 2014. A declaração foi feita durante a cerimônia do Tour da Taça, realizada nesta quinta-feira no Palácio do Planalto, em Brasília.
Lula destacou que o país vive um momento histórico e que o torneio pode valorizar o futebol feminino. Ele fez referência à semifinal de 2014, quando o Brasil foi derrotado pela Alemanha por 7 a 1, associando o episódio a um clima de tensão política e denúncias de corrupção que impactaram o desempenho da seleção brasileiro.
O presidente citou o ambiente institucional como fator que influenciou o ambiente dentro de campo. Segundo ele, não houve apenas falhas técnicas, mas também descrença pública que afetou a confiança das jogadoras, afirmando que o time precisava de tranquilidade para competir.
Em tom humorado, Lula reconheceu o legado da derrota e lembrou que o Brasil esperava alcançar mais de seis títulos, caso a equipe tivesse jogado com foco. O chefe do Executivo participou da cerimônia na capital federal, antes de se dirigir a outros compromissos oficiais.
Copa do Mundo Feminina de 2027
Ao tratar do Mundial que será sediado pelo Brasil pela primeira vez, Lula enfatizou a importância de valorizar as jogadoras e reduzir as desigualdades. Ele citou a disparidade salarial entre atletas masculinos e femininos como um problema estrutural a ser enfrentado.
O presidente afirmou que a competição pode atuar como instrumento de mudança, promovendo respeito e remuneração condizente com a profissionalização do futebol feminino. Ele destacou a necessidade de ações de confederações, federações e clubes para aprimorar condições de treino e carreira.
Lula também ressaltou a relevância institucional da premiação entre equipes, treinadores e ligas, defendendo um ambiente mais justo para as atletas. Segundo ele, a Copa do Mundo Feminina de 2027 pode marcar uma virada no tratamento do esporte no país.
A cerimônia em Brasília confirmou o compromisso público com a organização do evento, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, com a participação de 32 seleções. O torneio será a primeira edição sediada pelo Brasil na história.
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