- Montserrat Jiménez critica o domínio brasileiro na Libertadores e aponta incômodo com finais entre apenas clubes do Brasil.
- Nas últimas oito decisões, houve final brasileira em todos os casos desde 2019; 2018 foi a exceção.
- Em cinco dessas finais, incluindo Flamengo x Palmeiras, apenas equipes brasileiras disputaram o troféu.
- Ela relaciona a transformação com SAFs e redes multiclubes (MCOs) ao aumento da vantagem financeira do Brasil e ao descolamento em relação aos outros países sul-americanos.
- A dirigente também teme impactos na base do futebol e na formação de jogadores, ao sugerir que o modelo pode reduzir investimentos na formação, com debate ocorrendo perto do sorteio das fases de grupos da Libertadores e da Copa Sul-Americana, marcado para 19 de março; finais previstas para Montevidéu (Libertadores) e Barranquilla (Sul-Americana).
A dirigente Montserrat Jiménez comentou, em evento no Brasil, o domínio recente do Brasil na Copa Libertadores. Ela afirmou que o desempenho das equipes nacionais acendeu um alerta pela repetição de finais entre clubes brasileiros. O Brasil lidera o histórico recente, com títulos desde 2019, excluindo apenas 2018.
Entre as várias observações, Jiménez citou o uso de redes multiclubes e a consolidação das SAFs como fatores que podem ampliar ainda mais a vantagem financeira e competitiva do país. Ela apontou que, caso o Brasil se distancie ainda mais, as finais podem voltar a ter maioria de representantes locais.
Além do aspecto esportivo, a dirigente ressaltou impactos no desenvolvimento da base. Segundo ela, o modelo de MCOs pode reduzir investimentos na formação de jogadores, que muitas vezes não apresentam retorno imediato. Uma contratação específica pode representar apenas parcelas mínimas de retorno.
Implicações estratégicas para o futebol sul-americano
A fala ocorreu antes do sorteio da fase de grupos da Libertadores e da Copa Sul-Americana, marcado para 19 de março em Assunção. A final da Libertadores de 2025 está prevista para Montevidéu, no Uruguai, e a decisão da Sul-Americana, em Barranquilla, na Colômbia.
O evento contou com a participação de Marcos Motta, advogado e vice-presidente do Flamengo, presente na ocasião. Motta afirmou que, até 2029, apenas um clube não será SAF na Série A brasileira, sinalizando mudanças rápidas no cenário das MCOs.
Flamengo figura entre os clubes citados como referência do atual ciclo vitorioso. A afirmação de Motta reforça o debate sobre como o modelo de propriedade múltipla pode influenciar a distribuição de poder no futebol sul-americano. A discussão segue sem decisão sobre políticas públicas no curto prazo.
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