- Na Libertadores, a árbitra assistente Daiane Muniz, no VAR, anulou o segundo gol do Sporting Cristal em jogada aberta por toque de mão no início do lance, aos 25 minutos do primeiro tempo, em Carabobo x Sporting Cristal.
- A ex-arbitra Ana Paula Oliveira afirma que o toque de mão foi acidental e não deveria ter avalhado o gol, segundo critérios da FIFA sobre mão acidental.
- O gol, marcado por Rodrigo Vizeu, foi anulado após comunicação de Daiane Muniz ao árbitro de campo, Ramón Abatti Abel, que assinalou o toque de mão.
- O caso é comparado ao lance envolvendo Gustavo Gómez na semifinal do Paulistão, quando Daiane Muniz manteve a decisão de seguir o jogo.
- A árbitra Daiane Muniz já enfrentou críticas e situações de machismo no futebol paulista, conforme registros de episódios envolvendo sua atuação.
Daiane Muniz, árbitra brasileira responsável pelo VAR, anulou um gol do Sporting Cristal por toque de mão no início da jogada durante partida da Libertadores entre Carabobo e Sporting Cristal, realizada nesta quarta-feira (4). A decisão foi tomada no primeiro tempo, aos 25 minutos, após orientação ao árbitro de campo, Ramón Abatti Abel.
A anulação ocorreu em jogada envolvendo o atacante Vizeu, que recebeu passe próximo ao gol após o toque de mão de Cristiano da Silva na origem da jogada. A cremação da decisão gerou controvérsia entre especialistas e ex-árbitras.
Ex-árbitra Ana Paula Oliveira discordou da decisão de anular o gol, argumentando que o toque na mão foi acidental, ocorrido num movimento natural do braço junto ao corpo. Segundo a analista, a bola tocou no braço de forma incidental e o jogador prosseguiu na jogada, resultando em cruzamento que terminou em gol.
O caso volta a provocar debate após críticas anteriores envolvendo Daiane Muniz, em disputa no Paulistão. Em semifinal entre São Paulo e Palmeiras, a equipe do São Paulo questionou a não marcação de pênalti a seu favor, provocando repercussão sobre a atuação da arbitragem.
No mesmo período, o zagueiro Gustavo Maia, do Bragantino, foi alvo de acusações de machismo durante as quartas de final do Paulistão, após reclamação de pênalti no último lance do confronto. O atleta recebeu suspensão de 12 jogos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e multa de 30 mil reais.
A Polêmica no Choque-Rei envolvendo lances de mão volta a colocar o tema da influência da arbitragem feminina na pauta de discussões do futebol brasileiro. A narrativa recente se soma a críticas já feitas a Daiane Muniz por decisões em jogos de alto rendimento e pela presença de arbitragem feminina em partidas decisivas.
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