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Vorcaro mentiu para Atlético-MG sobre aporte de R$ 300 mi, aponta notificação

Notificação de outubro exige transparência sobre aporte de R$ 300 milhões de Vorcaro ao Atlético, diante de suspeitas sobre a origem do dinheiro

Estádio do Mineirão antes da final do Campeonato Mineiro, entre Atlético-MG e Cruzeiro
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  • Atlético Mineiro notificou Daniel Vorcaro e o fundo Galo Forte em 21 de outubro de 2025, cobrando transparência sobre a origem e a estrutura do aporte de R$ 300 milhões na SAF, em 48 horas.
  • A Polícia Federal investiga a possibilidade de o aporte ter sido feito com dinheiro desviado do banco, em uma chamada “conivência patrimonial”.
  • O investimento total de R$ 300 milhões garantiu 26,88% da Galo Holding S.A., empresa que detém 75% das ações da SAF, por meio do Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (FIP).
  • Há discrepância entre o que foi declarado ao clube e os dados da Comissão de Valores Mobiliários: antes dizia que Vorcaro era o único beneficiário, mas registros indicam participação de Astralo 95 até novembro de 2024 e divisão de 80%/20% a partir de dezembro seguinte.
  • Em 17 de novembro de 2025 Vorcaro foi detido no aeroporto de Guarulhos tentando embarcar para a Europa, ficou 12 dias preso e, posteriormente, foi solto com tornozeleira; no dia 4 de dezembro, foi preso novamente, com a PF apontando mensagens que sugerem planos violentos no grupo “A Turma”.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é alvo de questionamentos sobre a origem de um aporte de 300 milhões de reais no Atlético Mineiro. A notificação foi enviada pela SAF do clube em outubro de 2025, exigindo transparência sobre a estrutura do investimento em 48 horas. A PF investiga possível desvio de recursos do banco ligado ao aporte, em um quadro de suposta confusão patrimonial.

O aporte de 300 milhões ocorreu entre 2023 e 2024. Vorcaro passou a deter 26,88% da Galo Holding S.A., operadora da SAF, por meio do Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia. O veículo foi administrado pela Trustee, investigada pela PF. O clube informou que não participa da gestão do fundo e que todos os aportes seguiram procedimentos legais.

Estrutura e divergências

A relação entre Vorcaro e o fundo levantou dúvidas após divergências entre o que ele declarou ao Atlético e dados da CVM. O organograma enviado pela Trustee indicava que Vorcaro não era beneficiário único. O informe quadrimestral do Galo Forte apontava cotistas diferentes dos declarados pelo investidor.

O Atlético pediu esclarecimentos sobre os cotistas e a eventual existência de outros fundos na cadeia. Em janeiro de 2025, o clube questionou advogados de Vorcaro sobre quem era o beneficiário final do investimento, após a operação Carbono Oculto ter revelado informações conflitantes.

Resposta do clube

O Atlético afirmou que o Galo Forte é registrado na CVM e que o clube não atua na gestão do fundo. A nota reforçou que o clube segue os procedimentos legais e contratuais, com contrapartes na Galo Holding, sem envolvimento em decisões financeiras relacionadas a terceiros.

Primeiras medidas judiciais

Em 17 de novembro de 2025, Vorcaro foi detido no Aeroporto de Guarulhos, sob suspeita de tentativa de fuga. Após 12 dias, ele foi solto por decisão do TRF-1 e passou a usar tornozeleira eletrônica. Posteriormente, o clube destituiu Vorcaro do conselho da SAF.

Prisão e desdobramentos recentes

Nesta quarta-feira, 4, Vorcaro foi preso novamente, em cumprimento a ordem do ministro André Mendonça, do STF, em sua primeira actuação como relator. A PF revelou mensagens em grupo chamado A Turma com planos de ações violentas contra jornalistas. O Galo Forte continua como acionista da Galo Holding.

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