- Botafogo e Bangu duelam neste sábado, no Nilton Santos, pela final da Taça Rio em duelo de menor apelo.
- O histórico mostra que, em 1987, o Bangu venceu o Botafogo por 3 a 1 na Taça Rio, segundo turno do Carioca na época, com o Botafogo em crise financeira.
- A década teve grande investimento no Bangu e no Botafogo, ligados ao Jogo do Bicho, com movimentações de troca de jogadores em 1988 entre ambos.
- Castor de Andrade, patrono do Bangu, e Emil Pinheiro, patrono do Botafogo, aparecem como figuras centrais desse período, que acabou levando a prisões posteriores.
- Hoje, o Bangu está classificado para a Copa do Brasil e para a Série D de 2027 e busca a Taça Rio para ampliar seu histórico de conquistas.
O Botafogo enfrenta o Bangu neste sábado (7), no Nilton Santos, pela final da Taça Rio do Campeonato Carioca. O duelo aproxima duas equipes com histórias distintas, buscando o título que falta para cada uma no século XXI.
A partida reúne o Glorioso, em meio a crise financeira no passado, e o time da Zona Oeste, marcado por investimentos no período áureo do futebol carioca. A decisão ocorre após uma campanha que, para ambos, carrega peso histórico e desdobramentos regionais.
Em 1987, a Taça Rio era o segundo turnos do estadual, com o Bangu vencendo por 3 a 1 no Maracanã, diante de cerca de 10 mil torcedores. Naquele ano, o Botafogo brigava para evitar o rebaixamento e o Bangu já assumia papel de protagonista da competição.
Contexto histórico da final de 1987
Naquele período, o Botafogo vivia crise financeira e o Bangu contava com investimentos expressivos de empresários ligados ao Jogo do Bicho. A final de Taça Rio ficou marcada pela presença de Castor de Andrade e de Emil Pinheiro, que ampliaram o elenco com contratações de peso.
Castor de Andrade era figura central do Jogo do Bicho e tinha papel influente na gestão do Bangu. Emil Pinheiro, patrono do Botafogo, também investiu fortemente, elevando o patamar salarial e esportivo do clube. As operações incluíram negociações de jogadores entre as diretorias.
A transferência de atletas entre clubes, anunciada após a final de 1987, é apontada por pesquisadores como elemento decisivo na virada de desempenho do Botafogo, que viria a conquistar o Carioca em 1989 e 1990. O cenário é visto como marco de mudança e de controvérsia no futebol local.
Situação atual e perspectiva da final
Com 39 anos desde aquele duelo, Botafogo e Bangu voltam a medir forças em taça regional de importância menor, mas com o dedo histórico dos dois clubes no estadual. O Bangu busca vencer pela primeira vez a Taça Rio nesta década, enquanto o Botafogo tenta consolidar sua recuperação esportiva.
O Bangu já tem caminho traçado para 2027, com participação assegurada na Copa do Brasil e na Série D; a taça pode confirmar até mesmo mudanças estratégicas no elenco. O Botafogo, por sua vez, encara a partida como capítulo de retomada, sem depender de formatos anteriores para justificar o favoritismo.
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