- Heurelho Gomes, ex-goleiro e atual agente licenciado pela Fifa, explicou como funciona o trabalho dos agentes Fifa e criticou a pressão sobre jovens no futebol de base.
- A regra da CBF permite assinar contrato de representação com o atleta a partir do momento em que ele assina o primeiro contrato profissional, aos 16 anos, se tiver potencial.
- Gomes afirma que a participação de empresários no futebol de base ocorre cada vez mais cedo e pode colocar responsabilidade precocemente sobre as crianças.
- Segundo o agente, o ideal é que o agente entre na carreira do atleta apenas no início da formação, quando o primeiro contrato de formação é assinado, aos 14 anos.
- A Fifa retomou o controle do licenciamento em 2021, tornando obrigatória a certificação para atuar como agente, com prova extensa (exemplo citado: 800 páginas) e regras adicionais para trabalhando com menores de idade.
Heurelho Gomes, ex-goleiro e hoje agente licenciado pela Fifa, comentou sobre o funcionamento dos agentes Fifa e alertou para a presença precoce de empresários no futebol de base. A entrevista ocorreu no CNN Esportes S/A, no domingo.
Ainda segundo ele, as regras da CBF permitem a assinatura de contrato de representação com atletas apenas após o primeiro vínculo profissional, o que costuma acontecer aos 16 anos. A observação aponta para um amadurecimento acelerado no caminho do atleta.
O comentário de Gomes enfatiza que o agente deveria atuar somente no início da formação e não antes. A ideia é proteger jovens de pressões e de contratos prematuros que possam comprometer o desenvolvimento.
Formação e pressões
Para o ex-jogador, o estágio de formação começa aos 14 anos, com o primeiro contrato de formação. Em diversas equipes, cláusulas já aparecem nesse contrato para o futuro, o que demanda orientação familiar adequada.
Gomes destacou ainda a atuação de empresas que fornecem material esportivo aos jovens. Em alguns casos, o apoio é necessário para o uso diário, mas pode acelerar vínculos contratuais.
O profissional também observou que há cada vez mais empresas investindo cedo em promessas, buscando identificar próximos grandes nomes ainda na base, com menções a atletas como Ronaldinho e Vinícius Júnior.
Controle da Fifa
O apresentador explicou que a Fifa retomou o controle do licenciamento, após passagem por confederações. Em 2021, a entidade reassumiu o poder de certificação para agentes.
A certificação exige estudo extenso, com provas que chegam a milhares de páginas, e a aprovação é essencial para realizar negócios com atletas menores de idade. Gomes relata ter concluído o processo.
O panorama apresentado pelo ex-jogador aponta para um mercado cada vez mais standardizado, com regras claras e maior fiscalização sobre quem atua como agente de futebol no Brasil.
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