- Conflito entre Osmar Stabile, presidente da Diretoria, e Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho, interrompeu a reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians na segunda-feira (9) e houve tentativa de votar a reforma do estatuto.
- Stabile afirmou ter sido ameaçado por Tuma em um jantar no Parque São Jorge na sexta-feira (7): “ou você faz o que eu quero ou eu vou te…”, frase citada por testemunhas, sem que a fala fosse confirmada de forma independente.
- A sessão foi suspensa por cerca de dez minutos e encerrada sem a votação; o tema deverá ir para a Assembleia Geral dos Associados.
- Tuma negou ter proferido a suposta ameaça, acusa Stabile de manchar a imagem institucional do clube e diz que levará o caso à Comissão de Ética; ele também mencionou uma discussão com o associado conhecido como Cicatriz e afirma ter provas sobre Aldair Borges ter voltado a prestar serviços ao clube.
- Stabile disse que não é contra a reforma, mas que expôs o episódio para que todos tomassem ciência; afirmou concordar com pontos sugeridos pelo Cori para uma votação gradual e reforçou que pretende cumprir o estatuto.
Em reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians realizada na segunda-feira (9), a votação da reforma do estatuto não ocorreu. O clima no Parque São Jorge foi de confronto entre Osmar Stabile, presidente da Diretoria, e Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho.
Segundo Stabile, houve ameaça proferida por Tuma na sexta-feira (7) durante jantar entre dirigentes e associados. O episódio impactou a sessão de segunda, levando ao levantamento de acusações e à interrupção da votação.
Tuma nega a agressão, afirma que apenas alertou sobre atos que poderiam comprometer o clube e aponta possível uso político do tema. As informações sobre a contratação de um segurança também foram contestadas pelas duas partes.
O que aconteceu na ordem do dia
Durante a sessão, Stabile trouxe o assunto ao plenário, citando o episódio de sexta. A reunião foi suspensa por cerca de 10 minutos e, ao retornar, Tuma encerrou a sessão sem votação. A reforma do estatuto deverá seguir para a Assembleia Geral dos Associados.
A discussão envolveu ainda alegações de interferência de Tuma em decisões da presidência executiva e de vazamento de informações para a imprensa. Em resposta, Tuma afirmou que apresentará as provas cabíveis para esclarecer os fatos.
Versões em primeira mão
Stabile sustenta que não impede a reforma, mas defende alterações apresentadas pelo Cori para votação gradual. Ele diz ter exposto o caso para que o conteúdo chegue a todos os órgãos do clube.
Tuma afirma que apenas exerce seu papel de fiscalizador, buscando o interesse do Corinthians e obedecendo o estatuto. Ele afirma que não houve ameaça e que aguarda apuração policial e ética sobre os relatos.
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