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Fifa exige pelo menos duas mulheres em comissões técnicas de torneios femininos

Fifa impõe regra: clubes femininos devem ter pelo menos duas mulheres na comissão técnica; estreia no Mundial Sub-20 em setembro

Sarina Wiegman é treinadora da seleção feminina da Inglaterra desde 2021 — Foto: EFE
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  • A Fifa criou regra obrigando que clubes em torneios femininos tenham duas mulheres na comissão técnica, com uma treinadora principal ou assistente mulher.
  • A norma vale para todas as competições, profissionais ou juvenis, entre clubes ou seleções, com estreia na Copa do Mundo Feminina Sub-20, em setembro, na Polônia, e também na Copa do Mundo de 2027, no Brasil.
  • Na Copa do Mundo de 2023, apenas doze treinadores eram mulheres entre trinta e dois técnicos presentes.
  • Jill Ellis, diretora de futebol da Fifa, disse que é preciso ampliar oportunidades e visibilidade para as mulheres em funções técnicas.
  • A Fifa destacou que a regra está alinhada à estratégia para o futebol feminino, com programas de mentoria, bolsas de estudo e trilhas de desenvolvimento para aumentar o número de treinadoras.

A FIFA anunciou uma nova regra para torneios femininos: clubes participantes deverão ter pelo menos duas mulheres na comissão técnica, com obrigatoriedade de uma treinadora principal ou assistente mulher. A medida vale para todas as competições, profissionais ou jovens, de clubes ou seleções.

A mudança busca ampliar a representação feminina em cargos de liderança no futebol, acelerando oportunidades e visibilidade para mulheres nas linhas técnicas. A diretora de futebol da FIFA, Jill Ellis, ressaltou a necessidade de ampliar caminhos e acelerar a mudança.

A norma entra em vigor em setembro, com estreia na Copa do Mundo Fifa Sub-20 feminina, na Polônia, e também será aplicada na Copa do Mundo de 2027, marcada para o Brasil.

Dados históricos mostram o desafio: na Copa do Mundo de 2023, na Austrália, apenas 12 dos 32 treinadores eram mulheres, evidenciando a demanda por maior participação feminina em treinadores.

A FIFA aponta que a nova regra está alinhada com a estratégia global para o futebol feminino. O órgão também oferece programas de apoio às confederações, como mentorias, bolsas de estudo e trilhas de desenvolvimento para treinadoras.

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