- O associativo do Botafogo prepara ação judicial para obter informações da SAF, citando falta de transparência e possível descumprimento da cláusula de compra por John Textor.
- Já foram enviadas três notificações buscando divulgação de documentos e transações, com foco especial em dados financeiros.
- O Acordo de Acionistas estabelece que o clube associativo, detentor de 10% das ações, atue como órgão fiscalizador da SAF.
- Entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, o Lyon transferiu ao Botafogo mais de R$ 233,7 milhões; o acordo previa aporte total de R$ 400 milhões.
- A disputa deverá ser resolvida por arbitragem, firmada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com participação de Eagle e Ares envolvidas.
O associativo do Botafogo prepara uma ação judicial contra a SAF do clube, com o objetivo de obter documentos financeiros e informações que, segundo a entidade, não estariam sendo divulgados de forma transparente. A medida amplia o atrito entre o clube social e a estrutura acionária, já marcada por desentendimentos. A iniciativa visa esclarecer possíveis falhas no cumprimento da cláusula de compra do clube-empresa.
O movimento ocorre após três notificações enviadas para a divulgação de documentos e transações envolvendo a SAF, segundo apuração do ge. O objetivo do associativo é ter acesso a dados financeiros e à documentação que complemente o controle previsto pelo Acordo de Acionistas, no qual o clube social detém 10% das ações e atua como fiscalizador.
O episódio se soma a controvérsias anteriores envolvendo o empréstimo para pagar o transfer ban e a negociação com o BTG para demonstrar a origem do dinheiro utilizado na operação. O social contratou um banco para prestar consultoria sobre a questão, enquanto a diretoria da SAF já discute os desdobramentos com as partes envolvidas.
Acordo, valores e andamento da disputa
Entre os pontos em disputa, há a alegação de que o negócio da SAF não foi concluído segundo o esperado: o acordo previa investimento de 400 milhões de reais, mas pouco mais de 100 milhões teriam sido transferidos ao Lyon, parte da Eagle, ligada a Textor. Em nota oficial, o Botafogo informou que o Lyon transferiu valor superior ao do clube e que a contribuição total exigida já havia sido depositada antecipadamente, desde maio de 2024.
A tensão entre social e SAF ficou evidente após o episódio envolvendo o empréstimo para o pagamento do transfer ban, descrito por fontes internas. Enquanto membros do associativo avaliam a possibilidade de retirar Textor do poder, há uma disputa judicial envolvendo a Eagle, a Ares e a holding, além de um processo no Tribunal Arbitral. A arbitragem está marcada para ocorrer nos próximos meses.
Arbitragem e próximas etapas
Após acordo entre a Eagle, representada pela Ares, e a sinalização positiva da SAF, ficou definido que a disputa será resolvida por arbitragem na Fundação Getulio Vargas (FGV). A Câmara de Arbitragem Autônoma pode emitir decisões com efeitos jurídicos, funcionando como um meio alternativo de resolução de conflitos. A decisão poderá afetar o andamento institucional da SAF e do clube.
O Botafogo informou que, entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, o Lyon teria transferido ao clube mais de 233,7 milhões de reais (aproximadamente 38 milhões de euros). Em relação às promessas do Acordo de Acionistas, o clube reiterou que o aporte total foi cumprido antecipadamente, ainda em 2024, e que os orçamentos de 2025 superaram as metas mínimas estabelecidas.
Entre na conversa da comunidade