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Bobadilla, do SP, faz acordo para não ser denunciado por xenofobia

Bobadilla fecha acordo de não persecução penal para não ser denunciado por injúria xenofóbica; cumpre curso, visita educativa, quatro posts e doação de R$ 61.400,00

Bobadilla em ação na vitória do São Paulo sobre o Atlético-MG
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  • Damián Bobadilla, meia do São Paulo, assinou acordo de não persecução penal com o Ministério Público de São Paulo para não ser denunciado por injúria xenofóbica envolvendo uma agressão verbal a jogador rival durante a Libertadores de 2025.
  • O indiciamento ocorreu após desentendimento com Miguel Navarro, zagueiro do Talleres, no Morumbi, em 27 de maio de 2025; investigação aponta que Bobadilla teria chamado o adversário de “venezuelano morto de fome”.
  • A proposta foi apresentada pelo promotor Danilo Goto, do Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância, e o acordo foi homologado em 10 de março.
  • Condições do acordo: curso online sobre xenofobia com vídeos explicativos, visita educativa ao Museu da Imigração com registro audiovisual, quatro posts em redes sociais sobre combate à xenofobia (aprovados pelo MP) e a doação de 100 kits de livros sobre imigração, no valor de R$ 61.400,00.
  • As obras doadas serão destinadas à Coordenação de Políticas para Imigrantes e Promoção do Trabalho Decente, ligada à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania; Bobadilla já publicou um dos quatro posts no Instagram em 14 de março.

Damián Bobadilla, meia do São Paulo, firmou um acordo com o Ministério Público de São Paulo para não ser denunciado por injúria de xenofobia, no caso envolvendo uma suposta ofensa a um atleta adversário na Libertadores 2025. O incidente ocorreu no Morumbi, em 27 de maio de 2025, durante a partida contra o Talleres.

A indiciamento ocorreu pela Polícia Civil de São Paulo após desentendimento com Miguel Navarro, zagueiro do Talleres, que afirmou ter sido chamado de “venezuelano morto de fome”. A acusação envolve injúria xenófoba durante a competição internacional.

A proposta foi apresentada pelo promotor Danilo Goto, do Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância. O acordo de não persecução penal (ANPP) foi homologado na quarta-feira, 10 de março.

Condições do acordo

Diante do ANPP, Bobadilla se comprometeu a cumprir obrigações, que já estão em andamento. Entre elas: realizar um curso online sobre xenofobia com videoprovas, visitar o Museu da Imigração com registro audiovisual, publicar quatro conteúdos nas redes com combate à xenofobia, aprovados pelo MP, e doar 100 kits de livros sobre migração, estimados em R$ 61.400,00.

As obras doadas serão destinadas à Coordenação de Políticas para Imigrantes e Promoção do Trabalho Decente, vinculada à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. Um dos quatro posts já foi publicado no Instagram de Bobadilla em 14 de março.

O ANPP, previsto no artigo 28-A do CPP, permite acordo entre Ministério Público e investigado antes da denúncia, em crimes sem violência ou ameaça grave, com pena mínima inferior a quatro anos. O objetivo é evitar o processo caso haja confissão e não reincidência.

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