- Argentina comemora 50 anos do golpe militar que ficou no poder entre 1976 e 1983, período em que o país sediou a Copa do Mundo em casa.
- Clubes de futebol lembraram as vítimas com mensagens e a hashtag #NuncaMás.
- O Boca Juniors destacou o compromisso de manter viva a memória dos 30 mil desaparecidos.
- O Racing ressaltou as feridas abertas pela perda de torcedores e sócios, mencionando nomes e a ausência de identificação de muitos.
- A conta de Diego Armando Maradona no Instagram, administrada pelas filhas, homenageou o ídolo ao lado de integrantes das Abuelas da Plaza de Mayo, associando Memória, Verdade e Justiça à data.
Nesta terça-feira, 24 de março, a Argentina relembra os 50 anos do golpe militar que ficou vigente entre 1976 e 1983. Clubes de futebol sinalizam a data com mensagens públicas e a hashtag #NuncaMás, em homenagem às vítimas.
O Boca Juniors divulgou que mantém viva a memória dos cerca de 30 mil desaparecidos durante a ditadura. A mensagem foi publicada nas redes oficiais do clube, reforçando o compromisso com a memória histórica.
O Racing também registrou a homenagem, destacando a dor pelas ausências de torcedores e sócios sequestrados ou mortos. A through de feridas permanece, mesmo após meio século, segundo a instituição.
A postagem oficial ligada a Diego Armando Maradona no Instagram, hoje administrada pelas filhas, também se posicionou. A publicação mostra o ídolo ao lado de integrantes das Abuelas de Plaza de Mayo, reconhecendo Memória, Verdade e Justiça.
Além da repressão, o período marcou a Argentina ao sediar a Copa do Mundo de 1978 e conquistar o título. O time, liderado por César Luis Menotti, contou com Passarella e Kempes em campo.
Contexto histórico
O regime utilizou o torneio para projetar uma imagem de normalidade externa. Mesmo com o sucesso esportivo, o evento é lembrado como parte de uma estratégia de propaganda do governo.
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