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Determinação impulsiona mulheres a enfrentar preconceito no futebol

Mulheres enfrentam preconceito no futebol; avanços dependem de ambiente seguro, formação de base e maior visibilidade midiática

Brasília (DF), 12/03/2026 - Mulheres no Futebol. Formiga, ex-jogadora da Seleção Brasileira de Futebol, atualmente atua no cargo de Diretora de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino no Ministério do Esporte. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
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  • No Mês da Mulher, atletas, narradoras e jovens interessadas contam como a determinação ajuda a enfrentar preconceitos no futebol.
  • Em 2022, a Confederação Brasileira de Futebol registrou 360 jogadoras profissionais e 17 árbitras.
  • Formiga, à frente da Diretoria de Políticas de Futebol e Promoção do Futebol Feminino, afirma que é preciso criar um ambiente seguro e investir na formação de base.
  • Isadora Jardim, 14 anos, deixou o Distrito Federal para treinar no Corinthians, em São Paulo, e foi convocada para a Seleção Brasileira sub-15.
  • A Empresa Brasil de Comunicação mantém o futebol feminino como prioridade, participa da preparação para a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027 e amplia a cobertura televisiva e radiofônica.

A atuação de mulheres em espaços tradicionalmente masculinos continua a enfrentar desafios no esporte. No futebol, a determinação das atletas, narradoras e hopefuls inspira a busca por espaço e reconhecimento, especialmente durante o Mês da Mulher.

Números de 2022 mostram a distância ainda deixada pelo esporte: apenas 360 jogadoras profissionais e 17 árbitras registradas na Confederação Brasileira de Futebol. A ausência de equidade evidencia necessidade de políticas públicas e de base.

Ambiente seguro

Formiga, ex-jogadora e diretora de Políticas de Futebol e Promoção do Futebol Feminino, reforça que avanços dependem de um ambiente seguro para mulheres em campo e fora dele. A atleta já disputou sete Copas e tem histórico de liderança dentro do futebol feminino.

Ela ressalta que a formação de base é essencial: meninas talentosas existem, mas sem estrutura o progresso é limitado. O foco está em consolidar equipes femininas em todos os estados, com atenção especial à formação de base, além de equilibrar o país inteiro.

Novas vozes e trajetórias

Isadora Jardim, 14 anos, mudou-se do Distrito Federal para São Paulo para atuar no Corinthians. Convocada para a Seleção Brasileira sub-15, a jovem já enfrenta conselhos desanimadores, reforçando a resistência de quem sonha com o futebol.

Ela incentiva outras meninas a persistirem diante de críticas, destacando a importância de treinos frequentes e dedicação para alcançar objetivos no esporte.

Narração e presença feminina

A narração esportiva em rádio e TV ainda é majoritariamente masculina. Luciana Zogaib, da TV Brasil e Rádio Nacional, aponta resistência cultural e machismo no futebol, mas defende maior participação de profissionais femininas nas cabines.

Segundo a repórter, a presença de mulheres amplia oportunidades para outros espaços de mídia e fortalece o segmento de cobertura esportiva.

Copa 2027 e legado

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) prioriza o futebol feminino na programação e integra as ações para a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, que ocorrerá no Brasil. Autoridades discutem legado social e esportivo com o Ministério do Esporte.

Juliana Agatte, secretária para a Copa 2027, reuniu-se com o presidente da EBC, André Basbaum, e o diretor-geral, David Butter, para alinhar estratégias de apoio e alcance regional.

Televisão e visibilidade

A TV Brasil transmite pela terceira temporada jogos da Série A1 do Brasileirão Feminino, além de partidas da Série A2 e A3 a partir das semifinais. A programação também cobre as categorias de base Sub-17 e Sub-20, com o objetivo de ampliar a visibilidade do futebol feminino no país.

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