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Marcos Lamacchia busca agência de fair play para ajustar negociação com o Vasco

Grupo de Lamacchia busca adequar estrutura societária à regra de fair play antes da venda da SAF do Vasco, com avaliação da ANRESF e possível blind trust

Pedrinho e José Roberto Lamacchia — Foto: Reprodução
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  • Representantes de Marcos Lamacchia procuraram a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol para apresentar a estrutura da empresa que pode comprar a SAF do Vasco e ajustar o regime de fair play.
  • O objetivo é que o desenho esteja em conformidade com o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF) antes da conclusão da venda.
  • Há possible restrições previstas pelo SSF devido à proximidade entre Lamacchia e Leila Pereira, presidente do Palmeiras, conforme o artigo 86.
  • Uma opção discutida é o uso de um blind trust (fundo que controla ativos sem influência direta), com prazo até dezembro de 2027, quando Leila encerra seu mandato.
  • O presidente da ANRESF, Caio Resende, afirmou que a agência fará uma análise rigorosa caso a venda seja concluída.

Marcos Lamacchia, líder do grupo envolvido na possível compra da SAF do Vasco, manteve contatos com a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para apresentar a estrutura da empresa que pretende formar. A tentativa é alinhar o negócio ao Regulamento de Fair Play Financeiro antes da conclusão da venda.

Segundo apuração, a iniciativa busca conformidade com o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF) e prever ajustes regulatórios caso haja necessidade. A negociação pode avançar ainda em 2026, conforme declaração do presidente do Vasco, Pedrinho, em entrevista recente.

O grupo tem Lamacchia como principal articulador, sendo ele enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e filho de José Carlos Lamacchia, proprietário da Crefisa. Ainda não houve reunião formal, mas há previsão de encontro.

ANRESF e possíveis impactos

A ANRESF avalia se há impedimentos societários para a compra, dada a proximidade entre Lamacchia e Leila Pereira. O artigo 86 do SSF proíbe controle ou influência significativa sobre mais de um clube por pessoa física ou jurídica.

A definição de influência envolve decisões financeiras, veto relevante, nomes de executivos e participação acionária que gere poder decisório. Parentes até o segundo grau também contam para a apuração.

A agência considera positiva a aproximação para buscar solução antes da efetivação da venda. Alterações societárias devem ser comunicadas à ANRESF em até 30 dias.

Uma opção discutida é o uso de um blind trust, no qual um fundo controla os ativos sem a influência direta do proprietário. O mecanismo poderia vigorar até a saída de Leila Pereira do Palmeiras, prevista para o fim de 2027.

Caio Resende, presidente da ANRESF, sinalizou que a análise deverá ser rigorosa caso a venda avance. Ele destacou que a coexistência de funções em dois clubes envolve questões éticas e regulatórias complexas.

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