- Godofredo Cruz, antigo estádio do Americano em Campos dos Goytacazes, foi demolido em 2014, mas permanece com estruturas intactas em ruínas e sinalizações ausentes no entorno.
- O estádio já foi um dos três maiores do interior fluminense e teve público recorde de 22.853 em 1983, no empate por 2 a 2 entre Flamengo e Americano pela Taça Ouro.
- O clube enfrentou dívidas e realizou a permuta com a construtora IMBEG em 2013; a demolição ocorreu após o processo de desapropriação, sem construção no local desde então.
- No terreno, o Centro de Treinamento Eduardo Augusto Viana da Silva funciona desde 2015, e o projeto do novo estádio do Americano também está em andamento, com obras atrasadas.
- A disputa entre Americano e IMBEG envolve atraso na entrega do estádio; o Americano éSAF desde fevereiro, com estreia no dia 18 de abril contra o America.
O estádio Godofredo Cruz, um dos maiores do interior do Rio, foi demolido em 2014. Até hoje resistem apenas ruínas e a antiga bilheteria, em Campos dos Goytacazes, onde o Americano já recebeu quase 23 mil torcedores.
Atual terreno mostra matagal, paredes parcialmente preservadas e lixo ao redor. O lugar costuma pegar sol e receber moradores em situação de rua, com cachos de alvenaria e estruturas enfraquecidas pela erosão do tempo.
A demolição ocorreu após a desapropriação em 2013, fruto de contrato de permuta com a IMBEG – Imbé Engenharia LTDA. O plano era erguer prédios residenciais e comerciais no local, mas nada foi construído desde então.
Novo Centro de Treinamento e estádio em construção
O Centro de Treinamento Eduardo Augusto Viana da Silva está ativo desde dezembro de 2015, com dois campos, alojamentos e academia. O terreno ainda abriga a construção do novo estádio do Americano, que enfrenta atrasos contínuos.
Em março de 2023, o Americano acionou a IMBEG na Justiça para cobrar multa contratual pela entrega atrasada do estádio. A cláusula prevê 0,5% do valor da torna por mês, estimando dívida de dezenas de milhares de reais na época.
A defesa da construtora mostrou impactos da Covid-19 e alegou paralisações causadas por falhas administrativas do Americano. Ainda não há conclusão sobre o cronograma final de entrega do empreendimento.
Em fevereiro deste ano, o Americano tornou-se Sociedade Anônima Fondos de Investimento (SAF). O grupo de gestão, liderado pelo Grupo Boston City, trabalha para resolver a pendência com a IMBEG sem judicializar o assunto.
A prefeitura de Campos informou que o terreno é privado e que projetos dependem de iniciativa dos proprietários, com base nas leis urbanísticas vigentes. A situação do estádio antigo segue sem conclusão.
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