- Martín Anselmi foi demitido do Botafogo, mas a rescisão ainda não foi oficializada por divergência sobre a multa rescisória entre clube e estafe do treinador.
- O Anselmi alega direito a cerca de US$ 4 milhões, com base em uma cláusula que aumentaria a multa se o contrato fosse encerrado antes de seis meses de trabalho.
- O Botafogo discorda dessa leitura contratual e não reconhece o valor, mantendo a discussão sobre tempo mínimo da cláusula.
- Pelo acordo original, o Botafogo deveria pagar os salários do treinador até o fim do vínculo, previsto para dezembro de 2027.
- Enquanto isso, Anselmi já teve contato com o Monterrey, no México, e o clube brasileiro acompanha as tratativas, com comerciais para eventual destravamento do distrato.
Demitido no último domingo 22, o técnico argentino Martín Anselmi ainda mantém vínculo com o Botafogo. A oficialização da saída esbarra em divergências entre a equipe do treinador e a diretoria sobre os termos da multa rescisória.
Segundo o que foi apurado, a turma de Anselmi reivindica cerca de US$ 4 milhões (aproximadamente R$ 21 milhões) com base numa leitura de cláusula que eleva o valor caso o rompimento ocorra antes dos seis primeiros meses de contrato. O Botafogo discorda dessa interpretação.
Pelo acordo original, em caso de demissão, o clube deveria arcar com a totalidade dos salários até o fim do vínculo, previsto para dezembro de 2027. O debate atual foca na leitura de cláusulas relativas ao tempo mínimo de atuação.
Interesses de Monterrey
Paralelamente às negociações do distrato, o Monterrey, do México, já sondou Anselmi. O treinador vê com bons olhos o mercado mexicano, após passagem de destaque pelo Cruz Azul, antes de chegar ao Porto e ao Botafogo.
O Botafogo acompanha as movimentações com atenção. A diretoria espera que, se Anselmi fechar com outra equipe, o clube possa ficar juridicamente isento de pagar o montante total dos salários até 2027, aliviando o caixa da SAF.
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