- El Niño deve surgir entre junho e agosto com probabilidade de cerca de 62%, according to NOAA, elevando as temperaturas durante a Copa do Mundo de 2026 nos EUA, no México e no Canadá.
- Dallas é apontada como cidade de alto risco, sediando nove jogos, com o relatório Pitches in Peril destacando estádios com maior chance de estresse térmico extremo.
- Até 2050, quase 90% das arenas da América do Norte que receberão jogos precisarão de adaptações contra calor extremo, e um terço deverá enfrentar demanda de água igual ou superior à oferta.
- 14 dos 16 estádios da Copa de 2026, em EUA, Canadá e México, ultrapassaram em 2025 limites de segurança para calor extremo, chuvas intensas e inundações.
- Medidas da FIFA incluem planejar jogos em horários de menor incidência solar e pausa para hidratação obrigatória; Monterrey, Houston e Miami também aparecem entre os locais de maior preocupação.
O calor pode determinar o ritmo da Copa do Mundo de 2026, segundo previsões sobre El Niño. O fenômeno deve elevar as temperaturas nos EUA durante o torneio, que ocorre também no México e no Canadá. A autoridade meteorológica norte-americana aponta maior probabilidade de atuação entre junho e agosto, período de jogos, com impacto no conforto térmico de atletas e torcedores.
Dados da NOAA, citados pela revista FourFourTwo, indicam 62% de chances de El Niño ser ativo nesse intervalo. A elevação da temperatura complica o resfriamento por suor, criando condições desafiadoras para quem disputa ou acompanha as partidas.
Dallas é apontada como cidade de alto risco, sediando nove jogos, incluindo uma semifinal. O relatório Pitches in Peril, de 2025, destaca estádios com maior probabilidade de estresse térmico extremo. A cidade já figura entre os locais mais sensíveis aos extremos climáticos.
Até 2050, estudo citado aponta que quase 90% das arenas da Copa na América do Norte precisarão de adaptações contra calor extremo. Um terço dos estádios deve enfrentar demanda de água igual ou superior à oferta. Esses dados guiam o planejamento de logística e infraestrutura.
Entre os estádios em EUA, Canadá e México, 14 dos 16 superaram limites de segurança em riscos como calor extremo, chuvas fortes e inundações em 2025. Monterrey, Houston e Miami aparecem entre os locais destacados pela preocupação com o calor.
A estratégia da Fifa envolve planejar jogos em horários com menor incidência solar e manter paradas para hidratação obrigatória. Tais medidas visam proteger a saúde de atletas e público enquanto vigora a expectativa de temperaturas elevadas.
O tema do calor já foi lembrado em outras frentes. Na Copa do Mundo de Clubes, Nova York registrou 39ºC em junho, marcando recorde para o mês, e o MetLife Stadium recebeu várias partidas. À época, a Fifa ressaltou a prioridade com a saúde das equipes.
Em 1994, a Copa nos Estados Unidos ocorreu sob calor extremo, com 46ºC no jogo entre Alemanha e Coreia do Sul em Dallas. A final entre Brasil e Itália, no Rose Bowl, atingiu 38ºC, fato que permanece como referência histórica de temperatura em Mundiais.
No Catar, a infraestrutura dos estádios foi pensada para reduzir o calor, com difusores de clima. A própria competição mudou o calendário para dezembro, buscando condições mais amenas.
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