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Menino sem braços treina futebol no Rio e sonha em ser jogador

Mesmo sem os braços, Allanzinho brilha no sub-15 do Goytacaz e busca oportunidade na base de clube maior

Allanzinho, o menino que não tem os braços, é o camisa 10 do sub-15 do Goytacaz — Foto: Raphael Bózeo*
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  • Allanzinho, de 15 anos, joga no sub-15 do Goytacaz em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e não tem os dois braços.
  • No treino, ele recebe ajuda do amigo Darlan para vestir o uniforme; em uma atividade coletiva, abriu o placar com um gol de cobertura.
  • O presidente Serginho afirma que ele pode ser titular de qualquer clube na idade dele e trabalha para encaminhá-lo a equipes maiores; o Goytacaz disputará a Série B1 do Carioca neste ano.
  • Allanzinho nasceu sem os braços e usa dois dedos no braço direito; a família, incluindo a bisavó, apoia o sonho dele de se tornar jogador.
  • Ele já fez testes em outras bases, busca oportunidade sem empresário e pretende atuar na base de um clube de médio ou grande porte.

Allanzinho, um jovem de 15 anos, treina no sub-15 do Goytacaz, em Campos dos Goytacazes, no Norte do Rio. O talento dele se destaca no meio-campo, onde distribui passes e arrisca dribles, mesmo sem os dois braços.

O clube abriu as portas há dois anos, durante peneiras que visavam reforçar a base. O presidente Serginho lembra o momento em que o garoto chegou, curioso para saber como poderia jogar, e ficou convaincido pelo repertório técnico.

No Estádio Ary de Oliveira, o Aryzão, Allanzinho iniciou a treinar com os colegas. Mesmo com as adversidades, ele abriu o placar de uma atividade com um gol de cobertura, mostrando que o foco está no desempenho em campo, não nas limitações físicas.

História e apoio da família

Allanzinho nasceu sem os dois braços por malformação congênita. O irmão Darlan, 15, atua como apoio constante durante os treinos, ajudando a vestir o uniforme e a colocar chuteiras. A dupla mantém uma parceria forte desde a infância.

A família participa ativamente das atividades diárias, com Darlan e a bisavó Jocinea destacando a capacidade do jovem para lidar com as tarefas cotidianas. Allanzinho também demonstra independência ao realizar várias ações sozinho, como andar de cavalo.

Desafios e oportunidades

Allanzinho busca uma chance em clubes médios ou grandes, embora reconheça a importância do apoio do Goytacaz. Ele já realizou testes em outras bases, mas não obteve oportunidades anteriores, e o clube de Campos tem oferecido acolhimento e estrutura para o desenvolvimento.

O presidente Serginho afirma que a meta é encaminhar o atleta com base no talento, não apenas pela singularidade da história. Ele reforça que a chance de Allanzinho pode inspirar outros jovens e fortalecer a base do clube.

Perspectivas futuras

Neste momento, Allanzinho prepara-se para a disputa da série sub-16 do Carioca, marcada para maio, com a participação de times de todo o país. A expectativa é de continuidade do processo de evolução e visibilidade para o jovem jogador.

A família permanece confiante: o sonho dele é atuar na base de um clube significativo, com credibilidade para fomentar uma trajetória profissional. Todos ao redor acompanham o ritmo dos treinamentos e torcem pelo futuro esportivo de Allanzinho.

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