- Em 2025, a chegada de visitantes estrangeiros aos EUA caiu 5,4%, em meio à chamada “slump de Trump”, com políticas de imigração mais rígidas e mudanças em passaportes de gênero entre os fatores citados.
- A Copa do Mundo da FIFA, em junho e julho, é apontada como potencial alavanca de turismo, com expectativas de até 1,24 milhão de visitantes internacionais, sendo 60% incremental (sem tradição de viagem).
- Dados recentes mostram fraca recuperação: fevereiro subiu 0,8% após janeiro registrar queda de 4,2%; voos da Europa para os EUA neste verão estão mais de 14% abaixo do registrado no ano anterior.
- Propostas da CBP para tornar público o histórico de redes sociais de cinco anos dos viajantes podem tornar as viagens ao país mais complexas e menos acessíveis, segundo a indústria.
- Além do Mundial, há cautela entre hotéis e operadoras sobre a demanda real, com sinais de demanda menor do esperado para blocos de quartos reservados para os torcedores.
O turismo internacional nos EUA encolheu 5,4% em 2025, sinalizando um recuo que tem sido chamado de “trump slump”. Em contraste, o mundo registrou alta média de 4% no mesmo ano. Fatores incluem políticas de imigração mais rígidas, mudanças em passaportes com gênero, maior controle fronteiriço e variações cambiais. O impacto está sendo sentido em hotéis, aeroportos e atrações.
Analistas apontam que o efeito se manifesta de forma desigual, com Canadá registrando queda de 28% em janeiro de 2025 ante o mesmo mês de 2024. Já visitantes do Reino Unido subiram 0,5%, enquanto França e Alemanha apresentaram recuos. A tendência continua em 2026, com europeus 5,2% abaixo do ano anterior em janeiro.
Mudanças recentes de política externa e incidentes envolvendo agentes da imigração ampliam as incertezas. Propostas de alterações no ESTA e a possibilidade de tornar públicas as redes sociais de viajantes podem aumentar a complexidade para quem planeja viagem aos EUA. Relatos de europeus e canadenses detidos para entrevista contribuem para o ambiente de cautela.
Mundial a favor do futebol?
Especialistas projetavam que a Copa do Mundo de 2026 impulsionaria o turismo internacional para os EUA, com o evento ocorrendo entre junho e julho, abrangendo também México e Canadá. Estimativas de 1,24 milhão de visitantes internacionais apontavam ganho incremental de 60% (aproximadamente 742 mil).
Mesmo assim, números recentes indicam revisão de expectativas. Dados de fevereiro mostraram leve recuperação de 0,8% no turismo internacional para os EUA, após queda de 4,2% em janeiro. Viagens aéreas de Europa ao país também recuaram, com quedas acima de 14% no aluguel de assentos para o verão.
Feições do panorama atual incluem ainda uma possível taxa de integridade de visto de US$ 250 para vistos de turismo e negócios não imigrantes, além da continuação de restrições de viagem para vários países. Tais medidas podem restringir a demanda, mesmo com o impulso esperado pela Copa.
O calendário de setembro aponta que, embora a Copa traga melhoria no fluxo de visitantes, as dificuldades estruturais persistem. Pesquisas de mercado indicam que o efeito da competição poderá ficar aquém do esperado se as políticas de imigração permanecerem conturbadas.
Especialistas ressaltam que o Mundial, por si só, não reverterá o cenário negativo de confiança e segurança, exigindo sinais consistentes de melhoria regulatória para estimular a realização de viagens internacionais aos EUA.
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