- Gianni Infantino garantiu que o Irã vai disputar a Copa do Mundo de 2026, afirmando que não há plano B e que o país foi classificado esportivamente.
- O Irã está no Grupo G, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia; a estreia está marcada para 16 de junho contra os neozelandeses.
- A participação iraniana depende de questões geopolíticas, já que há tensões entre EUA, Irã e Israel e restrições de viagem para países considerados hostis.
- Surgiu a possibilidade de transferir jogos do Irã para o México, mas ainda não houve confirmação oficial.
- O Ministério do Esporte do Irã proibiu viagens de seleções nacionais para países hostis até novo aviso, e pediu à federação realocação de locais das partidas.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, garantiu a participação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026. A declaração foi dada em entrevista à TV Univision, no México, nesta terça-feira (31). Segundo ele, o Irã se classificou esportivamente e não há plano B, C ou D para a vaga.
O dirigente afirmou que o Irã é uma nação de futebol e que a federação busca manter a participação de forma unida e harmoniosa, em meio a um cenário geopolítico complexo. A mensagem enfatizou a necessidade de aproximar pessoas por meio do futebol.
Participação sob incertezas
No caminho para o Mundial, o Irã integra o Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com a estreia prevista para 16 de junho contra os neozelandeses. A configuração do grupo confirma o calendário de jogos, mas a logística envolve desafios.
O país enfrenta restrições de viagem impostas pelo Ministério do Esporte do Irã, que proibiu seleções e clubes de viajar para países considerados hostis, citando motivos de segurança. A realocação de jogos foi solicitada à Confederação Asiática.
Possíveis ajustes no calendário
Diante das restrições, a Fifa avalia cenários, incluindo a transferência de partidas do Irã para o México, uma das sedes do Mundial ao lado dos EUA e do Canadá. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, abriu a possibilidade, mas ainda sem confirmação formal.
Em paralelo, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, cogitou publicamente que o Irã não deveria competir por questões de segurança. O episódio evidencia a dimensão política envolvendo a Copa de 2026 e o desafio de organizar o evento global em meio a tensões diplomáticas.
Questões de logística e segurança
Desde já, o Irã confirmou que não haverá viagens de atletas para países considerados hostis até novo aviso. O Ministério do Esporte informou que equipes devem notificar a Confederação Asiática para ajustar locais de partidas, caso necessário.
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