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Gerson acusa Flamengo de má-fé e sede de vingança

Gerson acusa Flamengo de má-fé e sede de vingança; defesa diz ter cumprido cláusula e pede extinção do processo, citando luvas não pagas de R$ 6.304.999,92

Gerson, do Cruzeiro, cumprimenta jogadores do Flamengo e não troca camisa
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  • Defesa de Gerson e da empresa do pai foi protocolada na 25ª Vara Cível do Rio de Janeiro, pedindo a extinção do processo e alegando má-fé do Flamengo.
  • Flamengo cobra R$ 42,7 milhões de Gerson e da FGM Sports; a defesa sustenta que a cláusula seis ponto dois não previa multa se o pagamento integral da indenizatória ocorreu.
  • Gerson afirma ter deixado de receber R$ 6,304,999,92 em luvas e aponta violação de direitos trabalhistas, além de alegar vingança do atual presidente do Flamengo.
  • Documento afirma que a assinatura da rescisão ocorreu em 03/07/2025 sob orientação do Flamengo, acusando atraso no envio do TRCT e suposta tentativa de omitir documentos.
  • Histórico contratual citado: primeira passagem (2019–2023) com multa de setenta milhões de euros; segunda (2023–2027) com multa de duzentos milhões de euros, reduzida para vinte e cinco milhões de euros após renovação, com salário de 900 mil para 1,5 milhão.

O meia Gerson apresentou defesa em processo movido pelo Flamengo, que cobra 42,7 milhões de reais dele e da FGM Sports, empresa de Marcão, pai e empresário do jogador. A defesa sustenta que o clube agiu de má-fé, com sede de vingança e violação de direitos trabalhistas.

O documento foi protocolado no fim da noite de quarta-feira, às 22h48, na 25ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Nele, Gerson e a empresa do pai afirmam que o contrato foi extinto pelo cumprimento integral da cláusula 6.2, com o pagamento da multa ao Zenit, e que o Flamengo violou direitos trabalhistas irrenunciáveis.

A defesa afirma que a cláusula 6.2, ao permitir o pagamento integral da indenização desportiva, não estabelece multa adicional, pois o contrato estaria cumprido. O argumento central é de que houve conclusão do vínculo com o acordo, sem inadimplemento.

Pontos-chave da defesa

Gerson sustenta que o Flamengo induziu a assinatura de um documento manuscrito sob alegação de praxe interna, com vícios de consentimento. Os advogados afirmam que o clube atuou com dolo na saída do jogador para o futebol russo.

A peça menciona que o processo foi ajuizado apenas após o retorno de Gerson ao Brasil, em contexto de suposta vingança, e aponta seis irregularidades apontadas pela defesa na condução do contrato de trabalho e imagem. Além disso, afirma que houve atraso no pagamento de uma bonificação de luvas no valor de cerca de 6,3 milhões de reais.

Contexto contratual de Gerson

Segundo o documento, o primeiro contrato com o Flamengo (2019-2023) previa multa de 70 milhões de euros, mas a venda ao Olympique ocorreu por 11 milhões de euros, com aprovação rubro-negra. Em uma segunda passagem (2023-2027, renovada até 2030), a multa inicial seria de 200 milhões de euros, reduzida pela renovação para 25 milhões de euros, conforme a defesa.

O Flamengo não se pronunciou até o fechamento desta reportagem. O clube foi contactado pelo ge, mas ainda não respondeu. A matéria será atualizada com o posicionamento oficial.

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