- Lyon acionou a Fifa contra o Botafogo por não pagamento de 5,3 milhões de euros pela transferência de Jeffinho, concluída no fim de 2024.
- A instituição francesa afirma não ter recebido o valor acordado, mais juros, referente à negociação de Jeffinho.
- Jeffinho voltou ao Botafogo ao fim de 2024 em operação de 5,3 milhões de euros, com Lyon mantendo 30% dos direitos econômicos.
- Lyon e Botafogo são parte da Eagle Bidco, grupo de John Textor, que envolve vários clubes e pode afetar fluxos de transações entre as empresas.
- Além deste caso, o Botafogo já enfrentava notificações da Fifa em negociações de outros jogadores; após condenação, pode haver recurso ao CAS, que é definitivo.
O Lyon acionou o Botafogo na Fifa por uma dívida relacionada à compra do atacante Jeffinho. A transferência, concluída no fim de 2024, envolve 5,3 milhões de euros. A Fifa notificou o clube brasileiro sobre o débito não pago.
Segundo o clube francês, não houve recebimento do valor acordado entre as partes na transação realizada em dezembro de 2024. Além do montante principal, a peça ainda abrange juros decorrentes do atraso.
Jeffinho chegou ao Botafogo por empréstimo do Resende, antes de ser adquirido pelo clube carioca por R$ 1,5 milhão em agosto de 2022. Em janeiro de 2023, o brasileiro foi vendido ao Lyon por 10 milhões de euros, em operação que contemplou 100% dos direitos econômicos.
Depois de uma temporada no Lyon, Jeffinho retornou ao Botafogo em negociação de 5,3 milhões de euros, com o Lyon mantendo 30% dos direitos para futuras negociações. A operação envolveu a estrutura do grupo Eagle Bidco, do qual John Textor é acionista.
Em relação ao contexto, Lyon e Botafogo integram o grupo Eagle Bidco, cuja gestão foi associada a um sistema de caixa único entre as empresas do grupo. Assim, valores de transações entre as equipes poderiam ficar sob controle compartilhado.
A não quitação já se soma a outras notificações da Fifa envolvendo o Botafogo, ligadas a negociações de jogadores como Almada, Luiz Henrique, Artur, Santi Rodríguez, Rawan Cruz, Montoro, Kaio Pantaleão, Arthur Cabral, Jordan Barrera e Matheus Martins.
Caso haja condenação na Fifa, o clube pode recorrer ao Tribunal arbitral do Esporte (CAS). No CAS, porém, não há recurso contra a decisão definitiva. Em geral, clubes buscam o CAS para ganhar tempo e tentar solução financeira.
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