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Zito no Santos: trajetória, jogos e estatísticas

Zito, “O Gerente”, liderou o Santos com 733 jogos entre 1952 e 1967, capitão disciplinador que balançou 57 vezes e ergueu 22 taças

Zito com a camisa do Santos e a braçadeira de capitão: volante era o verdadeiro treinador dentro das quatro linhas e não poupava cobranças a nenhum companheiro.
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  • Zito, apelidado de “O Gerente”, foi o poeta do meio-campo do Santos e capitão que ditava o ritmo dentro de campo.
  • Chegou à Vila Belmiro em 1952, vindo do Taubaté, sob a orientação do técnico Lula, e rapidamente virou líder dentro de campo.
  • Defendeu o Santos em 733 partidas oficiais entre 1952 e 1967, marcando 57 gols e sendo o terceiro jogador mais utilizado na história do clube.
  • Conduziu o elenco a 22 títulos oficiais, incluindo o bicampeonato mundial interclubes e da Copa Libertadores, além de oito taças nacionais/regionais relevantes.
  • O fim da carreira ocorreu em 7 de novembro de 1967, em Fortaleza, substituído por Clodoaldo, que assumiria o volante titular do time.

No imaginário do Santos na década de 1960, Pelé e a ofensiva fada do ataque dominam as lembranças. Por trás da genialidade, havia um motor que ditava o ritmo, organizava a defesa e cobrava disciplina: Zito. O jogador, conhecido como “O Gerente”, foi o capitão que, dentro de campo, também era o principal técnico do elenco.

A história de Zito no Santos vai além dos gols. Sua trajetória na Vila Belmiro começou em 1952, vindo do Taubaté, e se consolidou até 1967. O volante comandava as relações táticas do time, mantendo a concentração mesmo diante de vitórias elásticas.

A chegada à Vila Belmiro

A contratação ocorreu em 1952, quando o jovem meio-campista chegou ao clube. O técnico Lula identificou nele o líder capaz de gerenciar os ânimos durante as partidas, promovendo organização e cobrança entre os atletas.

O Gerente e as broncas no Rei

A alcunha reflete a autoridade exercida por Zito sobre todo o elenco. Mesmo em goleadas, ele cobrava lances desnecessários e desatinos de ritmo. Pelé, Pepe, Coutinho e Dorval já sofreram suas broncas, segundo relatos de sobreviventes da época.

Os números de Zito no Santos

Entre 1952 e 1967, Zito atuou em 733 partidas oficiais. Ele figura como o terceiro jogador com mais jogos pelo clube, atrás de Pelé e Pepe. Em 57 gols marcados, o volante teve participação direta no ataque em momentos decisivos.

A hegemonia com a braçadeira

Como capitão, Zito conduziu o Santos a 22 títulos oficiais. No cenário internacional, liderou as campanhas que levaram ao bicampeonato da Libertadores e ao Mundial Interclubes, em 1962 e 1963. A equipe passou a dominar torneios internacionais e nacionais.

A dinastia nacional e estadual

No Brasil, o Santos conquistou cinco Taças Brasil/Torneios Roberto Gomes Pedrosa em sequência (1961-1965). No Paulista, foram nove títulos entre 1955 e 1967, com a equipe ainda faturando o Torneio Rio-São Paulo em quatro edições (1959, 1963, 1964, 1966).

O fim da linha e o legado de Zito

A despedida aconteceu em 7 de novembro de 1967, em Fortaleza, contra um combinado local. A saída marcou a transição para Clodoaldo, o novo volante que herdaria a função. O legado de Zito está na mentalidade vencedora que ele imprimiu ao time.

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