- A CBF reuniu representantes de trinta e oito dos quarenta clubes das Séries A e B, no Rio; Mirassol e Chapecoense não estiveram presentes.
- A liga de clubes deve existir de fato apenas em 2030, com a CBF assumindo a liderança.
- A entidade aponta necessidades em calendário, público/segurança, infraestrutura, transmissão, marketing, governança e sustentabilidade financeira para tornar o Brasileirão mais atrativo.
- A comparação de receitas mostra que a Premier League arrecadou sete vírgula cinco bilhões de euros na última temporada, enquanto o Brasil registrou um bilhão e oitocentos milhões de euros.
- A proposta prevê três fases: fase um até o fim do ano para definir o produto (calendário, estádios, transmissão, governança); fase dois em 2027 para a comercialização e direitos de transmissão a partir de 2030; fase três para administração e governança.
A CBF inviabilizou a espera: decidiu avançar na formação de uma liga de clubes, reunindo representantes de 38 dos 40 clubes das Séries A e B. Mirassol e Chapecoense não estiveram presentes, e a reunião ocorreu no Rio, na segunda-feira, 6 de abril de 2026.
A entidade apresentou o que chamou de diagnóstico do futebol brasileiro e afirmou que pretende ouvir os clubes para transformar o Brasileirão em uma das três maiores ligas do mundo. A previsão é que a liga exista de fato apenas em 2030, com a CBF atuando em posição de liderança.
O diagnóstico envolve calendário, estádios, segurança, infraestrutura, transmissão, comunicação, marketing, formação de talentos, governança e sustentabilidade financeira. O objetivo é tornar o campeonato mais atrativo globalmente, ampliando receitas e visibilidade.
A CBF destaca que, hoje, o Brasileirão perde espaço para ligas estrangeiras em transmissão, público e organização. Enquanto a Premier League gera cerca de 7,5 bilhões de euros na última temporada, o Brasileirão acumulou aproximadamente 1,8 bilhão de euros.
Propostas e etapas do processo
A reunião revelou uma estratégia em três fases para conduzir a liga. A primeira, ainda neste ano, foca no produto: calendário, estádios, transmissão, marketing e governança. Também haverá debate sobre o novo regulamento do Brasileirão.
A segunda fase, em 2027, tratará da comercialização do campeonato, incluindo direitos de transmissão com vistas a 2030. A terceira fase abordará aspectos administrativos e de governança da competição.
Samir Xaud, presidente da CBF, afirmou que a entidade atuará como mediadora e liderança do processo, enfatizando a necessidade de união e diálogo. Diretores da CBF apresentaram os principais gargalos para a implantação da liga.
As discussões apontam ainda para a revisão de horários de jogos, com o objetivo de reduzir a fragmentação de horários e ampliar a participação do torcedor. Estudos internos apontam preocupação com a segurança nos estádios e a participação das clubes na solução.
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