- A CBF apresentou estudo para a criação de uma liga única com 40 clubes das Séries A e B, com propostas abertas até fim de julho e estatuto da liga previsto para o fim de 2026.
- Em reunião no Rio de Janeiro, a entidade comparou o futebol brasileiro com Premier League, La Liga e Bundesliga, apontando um “gap sistêmico” em calendário, tempo de jogo, estádios, transmissão, governança e sustentabilidade financeira.
- A CBF afirma que o novo acordo comercial, especialmente para direitos de transmissão, só terá efeito a partir de 2030, pois os contratos atuais vencem em 2029.
- Pontos de discussão incluem calendário, tempo de jogo, infraestrutura e segurança de estádios, transmissão, marketing, governança e uso de estrangeiros por partida, além da possível necessidade de vetar gramados sintéticos.
- Também está em pauta a redução de rebaixados de quatro para três e a regulamentação de utilização de estrangeiros, com debates sobre o formato e fases da futura liga.
A diretoria da CBF apresentou nesta segunda-feira um estudo a 40 clubes das Séries A e B para defender a criação de uma liga única no Brasileirão. O objetivo é unificar a gestão do torneio e ampliar a valoração do produto futebolístico brasileiro. O cronograma sugere etapas até 2026, com o estatuto da liga previsto para o fim do ano.
O encontro ocorreu em um hotel na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A CBF afirmou que o Brasil vive um “gap sistêmico” em relação às ligas de maior porte na Inglaterra, Espanha e Alemanha, em itens como calendário, tempo de jogo, estádios, transmissão, governança e sustentabilidade financeira.
De acordo com o estudo, os clubes vão poder enviar propostas até julho. A CBF prevê apresentar ajustes e aprovar as diretrizes entre agosto e setembro, com a estruturação das fases de comercialização e do estatuto entre outubro e dezembro de 2026.
A entidade destacou que a receita da liga brasileira permanece significativamente inferior à de ligas estrangeiras. Em comparação com a Bundesliga, a CBF aponta que a receita no Brasil fica abaixo de um terço, mesmo com o Brasil tendo mais clubes na liga principal.
Dados usados pela CBF apontam que cerca de 140 milhões de brasileiros são torcedores de algum time, com 40 milhões considerados fanáticos por futebol. A estimativa reforça a percepção de que o produto pode crescer substancialmente com melhorias estruturais.
Entre os pontos de discussão, a CBF reuniu dez dimensões do produto futebol brasileiro, bem como suas deficiências em relação a ligas como a inglesa, espanhola e alemã. Calendário, tempo de jogo, estádios, transmissão, comunicação e governança aparecem entre as áreas priorizadas.
O estudo traz números sobre horários de jogos: 80% dos jogos no Brasil são noturnos, contra 25% na Premier League, 60% na La Liga e 30% na Bundesliga. A CBF sustenta que o horário influencia a presença de público nos estádios.
Outra questão em pauta é a melhoria da infraestrutura e da transmissão, com referência a padronização de formatos e ampliação de atuação em redes sociais. A proposta também adianta a transferência de decisões polêmicas para a futura liga, como o uso de gramados, que hoje divide clubes da Série A.
A discussão envolve ainda regras de rebaixamento, com a possibilidade de redução de quatro para três vagas, e a regulação do número de estrangeiros permitidos por partida, atualmente fixado em nove. O objetivo é criar um modelo mais estável para o futebol brasileiro.
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