- Leila Pereira, presidente do Palmeiras, participou do debate da CBF sobre a liga única no Brasil, realizado na sede da entidade, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (6;).
- A dirigente afirmou que o objetivo é valorizar o produto para gerar mais lucro e criticou atitudes individualistas de alguns dirigentes.
- Sobre a Libra, Leila disse que o Palmeiras quer uma competição valorizada, com peso igual para todos os clubes, e disse que o futebol não pode depender do tamanho da receita de cada equipe.
- Em 2025, a presidente já chegou a sugerir excluir o Flamengo da liga, após a negociação de repasses da Libra, o que não se concretizou.
- A CBF lidera a criação de uma liga única com 38 de 40 clubes presentes (Mirassol e Chapecoense não estiveram); a previsão é de início efetivo em 2030, com receita do Brasileirão muito abaixo das ligas europeias.
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, participou nesta segunda-feira (6) de um debate promovido pela CBF sobre a liga única no futebol brasileiro. O evento ocorreu na sede da CBF, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, com a presença de representantes de 38 dos 40 clubes das Séries A e B. A ideia central foi avaliar a unificação das ligas.
A dirigente destacou que o objetivo é valorizar o produto futebol e ampliar a lucratividade para as partes envolvidas. Ela criticou atitudes que, na visão dela, privilegiam interesses individuais de alguns clubes, em detrimento de uma competição mais integrada.
Segundo Leila, a Libra evoluiu para um bloco que facilita a negociação de direitos, mas ressaltou que é preciso manter o foco na valorização da competição como um todo. A presidente afirmou que o Palmeiras pode atuar melhor em uma liga com peso igual para todos os clubes.
Panorama da liga única
A CBF assumiu a liderança do processo, mantendo a meta de criar uma liga única com participação de grande parte dos clubes. Mirassol e Chapecoense não compareceram ao encontro no Rio de Janeiro.
O debate incluiu um diagnóstico que compara o Brasileirão com ligas europeias, como Premier League, La Liga e Bundesliga. A CBF apontou deficiências em calendário, infraestrutura, marketing, transmissão e governança.
A previsão é de que a liga comece efetivamente apenas em 2030, com a CBF atuando entre as lideranças. O atraso ocorre principalmente pela vigência de contratos de transmissão até 2029 e pela necessidade de estruturar o modelo de forma abrangente.
Dados e impactos
A CBF destacou que a receita total do Brasileirão é inferior à das ligas europeias. Na última temporada, clubes brasileiros contabilizaram cerca de 1,8 bilhão de euros, contra 7,5 bilhões de euros na Premier League. Melhorar calendário, segurança e formação de jovens é considerado essencial.
A entidade também enfatizou a importância de ampliar o alcance internacional do campeonato. Investimentos em marketing e transmissão são apontados como determinantes para elevar o atrativo global da competição.
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