- A FIFA abriu procedimento disciplinar contra a Federação Espanhola de Futebol (RFEF) por cantos anti‑muçulmanos proferidos por torcedores durante o amistoso contra o Egito, em Barcelona, no mês passado.
- O jogo, no RCDE Stadium, terminou empatado em zero a zero.
- Paralelamente, a polícia da Catalunha (Mossos d’Esquadra) abriu uma investigação, que é conduzida pelo Ministério Público para Crimes de Ódio e Discriminação.
- O jogador Lamine Yamal, muçulmano, considerou os cânticos desrespeitosos e intoleráveis, mesmo não tendo sido ele o alvo específico.
- O governo espanhol condenou os cânticos racistas; o Egito reiterou rejeição ao racismo e destacou a importância de uma sociedade tolerante e plural.
FIFA abriu procedimento disciplinar contra a Federação Espanhola de Futebol por cânticos antiárabes durante uma partida amistosa contra o Egito, realizada na última semana em Barcelona. O jogo terminou 0 a 0 e ocorreu no RCDE Stadium.
A investigação envolve diretamente o que foi ouvido pelos torcedores durante o encontro, com a prática sendo classificada como conduta discriminatória. O caso já gerou condenação pública de atletas e autoridades ligadas ao futebol espanhol.
Paralelamente, a força policial catalã, Mossos d’Esquadra, abriu apuração própria. O Ministério Público de Hate Crimes e Discriminação está conduzindo as investigações sobre o ocorrido.
Investigações em andamento
Lamine Yamal, jogador espanhol e muçulmano, descreveu os cânticos como desrespeitosos e intoleráveis, independentemente de ter sido alvo específico. O incidente também mobilizou a reação do governo espanhol, que manifestou repúdio aos episódios.
O Ministério de Relações Exteriores espanhol informou ao chanceler egípcio a condenação dos cânticos racistas. O ministro egípcio das Relações Exteriores ressaltou a defesa de um país tolerante e plural, reafirmando o repúdio ao racismo.
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