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Trave de alumínio: exigências do manual de 287 páginas da Libertadores

Conmebol impõe manual de 287 páginas na Libertadores, com regras sobre infraestrutura, assentos, publicidade e custos, sob risco de multas

Taça da Libertadores da América — Foto: Adriano Fontes/Flamengo
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  • Conmebol publicará um manual de 287 páginas que define regras, infraestrutura, patrocínios e conduta para a Libertadores, com autoridade sobre partidas e participantes.
  • Os clubes devem ceder milhares de lugares por jogo para Conmebol, patrocinadores e emissoras (exemplos: 125 para a Conmebol, 675 para patrocinadores, 150 para emissoras, 50 VIP), o que totalizaria cerca de 1.040 lugares em uma fase de grupo para o Mirassol.
  • A infraestrutura é foco importante: capítulo específico dedica quarenta e nove páginas ao estádio, com exigências de capacidade por fase (preliminar: 7.500; grupo: 10.000; oitavas/quartas: 20.000; semifinais: 30.000) e iluminação mínima entre 650 e 1.299 lux, sujeita a multa.
  • Os custos de participação até as semifinais ficam a cargo dos clubes, incluindo passagens, hospedagem, alimentação e organização do estádio; há ainda taxa de inscrição de 5 mil dólares e regras rígidas de publicidade dentro e fora do estádio.
  • Há diversas regras adicionais: uso de drones só com autorização, bebidas sem marcas em embalagens, publicidade coberta não patrocinadora, e restrições sobre transporte de itens ou uso de veículos no campo; mudanças de estádio geram custos adicionais.

O Mirassol estreia na Libertadores sob regras detalhadas de um manual da Conmebol que tem 287 páginas. O texto estabelece desde infraestrutura de estádio até padrões de publicidade, passando por assentos, ingressos e conduta dentro e fora de campo. A adesão é obrigatória para equipes da fase de grupos e da Pré-Libertadores.

O clube paulista já sinalizou adaptação: substituiu as traves por modelos de alumínio para facilitar ajustes. Embora o manual não peça exatamente isso, a mudança reflete a rigidez com metragem e normas técnicas, sob pena de multas. A competição começa neste ano com a fase de grupos ainda este mês.

O documento afirma que a Conmebol detém autoridade total sobre partidas, incluindo autorização de presença de imprensa e equipes de TV. Multas podem ser aplicadas por qualquer descumprimento, inclusive de medidas de segurança e de comunicação visual no estádio.

A seção de infraestrutura dedica 69 páginas às exigências de estádio, incluindo tipo de gramado, iluminação e dimensões. A metragem do campo e a iluminação mínima são monitoradas, com punições caso não sejam atendidas. O Mirassol já conversa com clubes experientes para entender a prática.

O texto detalha a distribuição de lugares por partida: Conmebol, patrocinadores, emissoras e torcida visitante, com números específicos. Por exemplo, em uma fase de grupos, o clube deve ceder milhares de lugares, distribuídos entre diferentes públicos, sem privilegiar torcedores de temporada.

Publicidade, logística de viagem e custos também aparecem no manual. Assinar a Carta de Conformidade é requisito para disputar a competição, assim como pagar uma taxa de inscrição de 5 mil dólares após a classificação. Tudo, segundo o regulamento, deve seguir as decisões judiciais da confederação.

Outra área destacada é a rotina de operações: cobrança de custos até as semifinais fica sob responsabilidade dos clubes, sem grande suporte da Conmebol nessa etapa. Em paralelo, mudanças de estádio podem ocorrer mediante taxas e reembolsos a visitantes.

A regulação também trata de itens do cotidiano: cobertura de publicidade, venda de alimentos sem marcas, uso de drones apenas com autorização e recipientes oficiais para hidratação. Até o espaço aéreo ao redor do estádio está entre as regras.

Mudanças de estádio, ingressos e participação de patrocinadores mostram o peso da conformidade financeira e de imagem na Libertadores. Em resumo, o regulamento transforma competição em um conjunto de padrões rígidos, com cobranças e multas definidas para quem não cumprir.

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