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Douglas Schwartzmann e Mara Casares expulsos do São Paulo por caso do camarote

Expulsos do São Paulo por esquema no camarote MorumBis; sanções incluem inelegibilidade, reparação e novas expulsões para outros conselheiros

Venda ilegal de camarotes no MorumBis gerou expulsão de investigados
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  • O Conselho Deliberativo expulsou Douglas Schwartzmann e Mara Casares do São Paulo, após apuração de envolvimento em um esquema clandestino de venda de ingressos no MorumBis, relacionado ao camarote 3A.
  • As votações, iniciadas na noite de quarta-feira, exigiram dois terços dos conselheiros; para Schwartzmann, as sanções passaram com votos próximos de 217 a 221 a favor; para Mara, entre 222 e 224 votos, conforme pauta.
  • As punições incluem expulsão por gestão temerária e imposição de inelegibilidade de até dez anos, além da obrigação de reparação por danos ao clube, com possível cálculo com base na quantidade de ingressos usados.
  • Há possibilidade de novas expulsões futuras; já foi protocolada uma representação disciplinar contra o ex-diretor de futebol Carlos Belmonte, limitada aos mesmos moldes.
  • As medidas estão vinculadas a investigações em curso pelas autoridades, incluindo a força-tarefa da Polícia Civil e o Ministério Público, que apuram irregularidades envolvendo pedidos de ingressos de cortesia para shows no MorumBis.

Douglas Schwartzmann e Mara Casares foram expulsos do quadro associativo do São Paulo por decisão do Conselho Deliberativo. A conclusão, anunciada às 17h desta quinta-feira (9), apura envolvimento deles em um esquema clandestino de venda de ingressos no MorumBis. Ambos alegaram inocência.

O caso ganhou repercussão após vazamento de áudio em que os dois mencionam participação no esquema. Com o caso público, eles renunciaram aos cargos de diretores do clube. A Comissão de Ética analisou o tema e indicou possíveis sanções, que foram votadas na sessão.

As votações ocorreram na noite de quarta-feira. Para aprovar cada item, era necessário pelo menos dois terços dos 253 conselheiros aptos a votar. Em média, 222 votos foram a favor da Mara Casares e 220 para Schwartzmann.

Votação e sanções

Douglas Schwartzmann

  • Rejeição da invalidação de provas: 220 a 12, com 5 abstenções
  • Expulsão por gestão temerária: 217 a 17, com 3 abstenções
  • Suspensão de 360 dias: 220 a 16, com 1 abstenção
  • Inelegibilidade por 10 anos: 221 a 16
  • Dever de reparação: 220 a 15, com 2 abstenções

Mara Casares

  • Rejeição da suspensão do processo: 222 a 12, com 3 abstenções
  • Expulsão por gestão temerária: 223 a 12, com 2 abstenções
  • Suspensão de 360 dias: 224 a 11, com 2 abstenções
  • Inelegibilidade por 10 anos: 221 a 14, com 2 abstenções
  • Dever de reparação: 221 a 15, com 1 abstenção

A reparação deverá considerar danos materiais ao São Paulo, por meio de precificação de ingressos usados no esquema. Márcio Carlomagno, ex-superintendente, já havia sido expulso pelo Comitê Disciplinar.

Contexto investigativo e desdobramentos

Schwartzmann e Mara seguem sob investigação de uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público. Levantamento do clube aponta que Mara, Júlio Casares e Dedé Donizete teriam solicitado 4.743 ingressos de cortesia para shows no MorumBis entre 2023 e 2025.

Novas expulsões podem ser apresentadas pelo Conselho Deliberativo. Um grupo de conselheiros já protocolou representação disciplinar contra Carlos Belmonte, ex-diretor de futebol e conselheiro do clube, com possível expulsão e indenização ao São Paulo.

O processo se sustenta também em questões de desequilíbrio financeiro do futebol profissional em 2025. Conforme balanço reprovado pelo Conselho, houve excedente de cerca de R$ 91,19 milhões em relação ao orçamento.

Sobre o MorumBis e o episódio do camarote

O MorumBis abriga camarotes para jogos e shows, incluindo o espaço conhecido como Sala Presidencial, de frente para o gabinete do presidente. O caso envolve venda não autorizada de ingressos para o camarote 3A, descrito pela dupla como “clandestino”.

A gravação apresentada à Comissão de Ética mostra diálogo entre Mara, Schwartzmann e Rita de Cássia Adriana Prato, intermediária do esquema. Adriana já havia acionado uma ação judicial, que foi extinta após pressão para retirar o processo.

Schwartzmann declarou, em depoimento, que não há provas de recebimento de dinheiro e que utilizou linguagem inadequada na conversa. Mara afirmou ter atuado como favor a uma parceira da diretoria feminina, segundo apuração do MP-SP.

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