- Economista gaúcho Rodrigo Azevedo planeja acompanhar todas as Copas do Mundo, já preparando a quarta edição para junho, na América do Norte, e não pretende parar.
- O projeto é viável principalmente por planejamento financeiro: ele reserva parte do orçamento, começando a organizar já após a última Copa.
- Para a Copa de 2026, ele iniciou em janeiro de 2023 aportes mensais de R$ 750 em investimentos conservadores, visando segurança e previsibilidade.
- Como a próxima edição será nos Estados Unidos, Canadá e México, ele acompanha a cotação do dólar e faz aportes considerando a exposição cambial.
- Custos estimados variam conforme o nível de conforto: cerca de R$ 50 mil em 11 dias para a opção mais completa e R$ 24 mil para a versão mais econômica, com flexibilidade na duração e nos ingressos.
Rodrigo Azevedo, economista e planejador financeiro gaúcho, decidiu transformar a Copa do Mundo em um projeto de vida. O próximo mundial, em junho, ocorrerá na América do Norte, e ele já se prepara para a quarta participação. A ideia é estar presente em todas as Copas até o fim da vida.
A estratégia não depende apenas de dinheiro. A prática dele envolve planejamento antecipado, disciplina financeira e decisões conscientes para viabilizar a viagem ao longo dos anos. O objetivo é claro: manter a constância até alcançar o sonho.
Do sonho ao plano
A preparação começa logo após uma Copa terminar. Para a de 2026, a organização abriu em janeiro de 2023, com aportes mensais de R$ 750 em investimentos conservadores, como o Tesouro Selic, priorizando segurança.
A ideia é transformar o objetivo distante em metas mensais. O primeiro passo é estimar o custo da viagem, dividir pelo tempo disponível e criar uma rotina de poupança. A cotação do dólar também é acompanhada com atenção.
Antes de comprar, Rodrigo orienta pesquisar passagens, hospedagem, alimentação e ingressos com antecedência para reduzir custos e aumentar a previsibilidade. Medidas simples ajudam a manter o foco no planejamento.
Para facilitar, ele sugere: criar uma reserva exclusiva, adiantar compras, comprar dólar aos poucos, definir a duração da viagem e dividir custos com amigos ou familiares.
Diferentes formas de viver a Copa
A experiência evoluiu ao longo das edições. Inicialmente com viagens mais simples, ele ampliou duração e conforto ao longo do tempo. Hoje a ideia é adaptar a experiência à realidade de cada um.
Um roteiro de 11 dias, com Brasil na disputa, pode custar cerca de R$ 50 mil em formato mais confortável. Em versão mais enxuta, o custo fica em torno de R$ 24 mil, com ajustes no padrão de consumo.
Quem quer começar pode reduzir dias, assistir a menos jogos ou viajar sem ingressos, aproveitando fan fests e o ambiente das cidades-sede. A ideia é demonstrar que a experiência vai além do jogo.
A experiência começa antes da viagem
Montar o roteiro por conta própria é visto como forma de economizar e também de viver a experiência antes do embarque. Em viagens em grupo, a divisão de responsabilidades pode tornar o processo mais eficiente.
Ao comprar ingressos, a recomendação é manter a flexibilidade. Categorias mais acessíveis costumam oferecer menos visão, mas garantem a presença no estádio.
O erro que impede a maioria
O principal motivo para não realizar o sonho, segundo Rodrigo, é não começar. Investimentos arriscados também são um equívoco comum; a estratégia recomendada é a constância com foco em segurança.
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